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Linguagista

Sobre «prelado»

Não há-de ser a última vez

 

 

      «As zeladoras não gostaram e foram falar com o pároco. O prelado, porém, etc.» Já aqui tinha denunciado este erro, agora agravado por o autor ter sido seminarista. O termo «prelado» usa-se somente para referir um bispo, nunca um padre.

 

[Texto 2127]

«Segunda Grande Guerra Mundial»

Parece-me bem

 

 

      É assim — tudo com maiúsculas iniciais — que também se lê na Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira: «Antes da Segunda Grande Guerra Mundial a Silésia alemã era a principal fornecedora de cereais, gado, animais de capoeira, ovos, hortaliças, frutas e beterraba para toda a Alemanha» (vol. 28, p. 730).

 

[Texto 2126]

«“Clistel” existe?», perguntam-me

Onde é que isso se mete?

 

 

      Deixa-o dizer «clistel»... «Chama-se clyster, cristél, ajuda ou mézinha (corrupção de medicina) a injecção de um líquido que se faz no intestino recto por meio de uma seringa», lê-se no Dicionário de Medicina Popular de Pedro Chernoviz. E na Luz da Medicina Prática, Racional e Metódica, Guia de Enfermeiros (Lisboa, 1664), do viticastrense (outro vocábulo fora dos dicionários) Francisco Morato Roma, médico da câmara dos reis D. João IV e D. Afonso VI, lê-se, na página 289, clistel.

 

[Texto 2125]

Sim, é «sepsia»

E amanhã, como será?

 

 

      Ontem: «Presidente da Sociedade de Língua Portuguesa, morreu aos 70 anos vítima de sépsia, em Faro. Licenciada em Filologia Românica, era colaboradora do Ciberdúvidas, portal online de Língua Portuguesa. Foi autora de várias publicações» («Elsa Rodrigues dos Santos», Diário de Notícias, 20.09.2012, p. 43).

      Hoje: «A especialista em literaturas africanas de língua portuguesa não resistiu a uma sepsia (infeção generalizada)» («Uma mulher ‘apaixonada’ pela língua portuguesa», Diário de Notícias, 21.09.2012, p. 43).

 

[Texto 2124]