30
Set 12

«Tracto sucessivo»!

Não usam dicionários

 

 

      O autor escreveu tracto sucessivo — confundindo talvez com tracto digestivo. O trato sucessivo é um princípio jurídico que regula os actos registados. Consiste no encadeamento temporal e sequencial dos proprietários, dos anteproprietários e assim sucessivamente, assim como a menção do título a que o bem registado foi transmitido. Tracto digestivo, como se sabe, é o conjunto de estruturas e órgãos que constituem o tubo digestivo. Ah, mas esperem, o autor também escreve, como tantas vezes já li, sobretudo em traduções do inglês, «contracto».

 

[Texto 2161]

Helder Guégués às 14:04 | comentar | favorito
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«Quatro a cinco novas espécies»!

É só pensar

 

 

      «A expedição às Berlengas promovida pela Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental, a bordo do Creoula, terá descoberto quatro a cinco novas espécies para a ciência das 120 observadas pela primeira vez junto àquele arquipélago, afirmou o coordenador da missão, o investigador Frederico Dias» («Descobertas novas espécies nas Berlengas», Diário de Notícias, 30.09.2012, p. 21).

      «Quatro a cinco»? Tem de haver pelo menos um intervalo de uma unidade para se poder usar esta construção, porque, suspeitamos, não há meias espécies. Quatro a seis, ou três a cinco, ou cinco a sete, etc.

 

[Texto 2160]

Helder Guégués às 11:12 | comentar | ver comentários (5) | favorito
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«Publicist»!

E não há palavra portuguesa?

 

 

      «Sendo a rede social com maior penetração em Portugal (o twitter ocupa um nicho de mercado e é mais utilizado por pessoas ligadas ao mundo da comunicação), este é o veículo preferencial para os famosos juntarem os seus admiradores de sempre, colecionarem novos fãs, divulgarem o seu trabalho e até desmentirem rumores. Segundo João Belo, assessor mediático de caras conhecidas como Daniela Ruah, Ricardo Pereira e Cláudia Vieira, “o Facebook é como uma revista online”. “É muito mais imediato do que uma revista ou mesmo que os sites das revistas. Por essa razão, é preciso ter muita consciência do que se está a expor”, explica o publicist» («Páginas oficiais ajudam famosos a conquistar fãs», Raquel Costa, Diário de Notícias, 30.09.2012, p. 50).

 

[Texto 2159]

Helder Guégués às 11:06 | comentar | ver comentários (4) | favorito
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Como se escreve nos jornais

Corta-se, e fica melhor

 

 

      «A polícia interpelou o homem de 26 anos. Não sem antes este ter conseguido falar com alguns jornalistas para explicar o que fizera. Declarando-se como um comunista, criticou o Governo checo por ignorar as reivindicações do povo checo, segundo a Prima TV» («Klaus atacado com pistola de brincar», Diário de Notícias, 30.09.2012, p. 32).

 

[Texto 2158]

Helder Guégués às 11:02 | comentar | favorito
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30
Set 12

Como se escreve nos jornais

Se não se vê, não se acredita

 

 

      «O cartune usado pelo primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, na Assembleia Geral das Nações Unidas, para demonstrar o seu receio sobre as ambições nucleares iranianas, espoletou uma onda de gozo na Internet. [...] Em muitas destas imagens de paródia, o primeiro-ministro é retratado como um cartoon da Warner Bros. Jeffrey Goldberg, jornalista norte-americano, disse mesmo na sua conta pessoal do Twitter que “o cartoon da bomba do Netanyahu é o equivalente do Meio Oriente à cadeira de Clint Eastwood”» («Bomba de Netanyahu gozada nas redes sociais», G. S., Diário de Notícias, 30.09.2012, p. 31).

      Há-de haver uma boa explicação para esta incongruência. Talvez tenha sido escrito por três jornalistas.

 

[Texto 2157]

Helder Guégués às 08:45 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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