03
Out 12

«Babygrow» ou «babygro»?

Do inglês?

 

 

      E a propósito de palavras estrangeiras...  será babygro ou babygrow? Numa revisão, acabo de ver babygrow, como já vi várias vezes. «Babygro», regista o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora. «Fato de bebé, constituído por uma peça única, geralmente feito de tecido extensível». E, como étimo, isto: «Do inglês Babygro®, “idem”». Discordo: se é uma marca registada, não é do inglês, nem do malaio, nem do francês. Começou por ser uma marca registada, na década de 1950, por Walter Artzt, norte-americano. Depois, como muitas vezes sucede, a palavra, num processo de derivação imprópria, tornou-se comum.

 

[Texto 2168]

Helder Guégués às 12:29 | comentar | ver comentários (2) | favorito
Etiquetas:
03
Out 12

As portuguesas não chegam?

É condenável, sim

 

 

      «A L’Óreal optou, por agora, por não comentar este assunto. Contactada pelo DN/Dinheiro Vivo, fonte oficial disse apenas: “A marca está a avaliar toda a campanha e fará um statement muito em breve”» («Falsa Diana enganou o País inteiro», Ana Marcela, Diário de Notícias, 3.10.2012, p. 51).

      É uma vergonha que um português fale assim, disso não tenho dúvidas. Como também não tenho dúvidas que a jornalista não tinha necessidade de fazer a citação directa, pelo que podia e devia ter evitado usar a palavra inglesa.

 

[Texto 2167]

Helder Guégués às 08:31 | comentar | ver comentários (2) | favorito
Etiquetas: