06
Nov 12

«Raízes tuberculosas»

Rabanetes e parvoíces

 

 

      A ignorância é sempre atrevida. O autor disse que o Homem começou por se alimentar de raízes tuberculosas... «Tuberosas», julgou corrigir a virago abigodada lá ao fundo. Mas tuberculoso é o relativo a tubérculo, que é o cormo engrossado, em regra subterrâneo, com folhas reduzidas e carregadas de reservas nutritivas.

 

[Texto 2293]

Helder Guégués às 21:54 | comentar | ver comentários (1) | favorito

«Topographical error»

Quase

 

 

      «In mentioning the rivers which the missionaries had lately crossed, our author has been guilty of a great topographical error in placing the river Dissennith between the Maw and Traeth Mawr, as also in placing the Arthro between the Traeth Mawr and Traeth Bychan, as a glance at a map will shew» (The Itinerary of Archibishop Baldwin through Wales, Giraldus Cambrensis. Middlesex: The Echo Library, 2007, p. 107).

      Agora imaginem que alguém traduzia topographical error por «gralha topográfica». Que pensaria o pobre leitor sem acesso ao original? Ia acontecendo...

 

[Texto 2292] 

Helder Guégués às 09:10 | comentar | favorito
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Léxico: «subsidência»

Nem todos faltam

 

 

      «Além do já “habitual culpado” aquecimento global, que faz subir o nível médio do mar, Veneza ainda sofre os efeitos de décadas de bombeamento de águas subterrâneas, que causaram danos significativos à frágil fundação da cidade e deram origem a um fenómeno denominado de subsidência. Este consiste no progressivo afundamento do solo devido à extração de águas subterrâneas. Ou seja, a cidade está cada vez mais “afundada” relativamente ao nível médio do mar» («Ações do homem agravam fortes inundações que alagam toda a cidade de Veneza», Ricardo Simões Ferreira, Diário de Notícias, 2.11.2012, p. 25).

      Está registado no Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora: «movimento de descida do fundo de uma bacia de sedimentação».

 

[Texto 2291]

Helder Guégués às 08:15 | comentar | favorito
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Ortografia: «coro alto»

Porquê?

 

 

      «Voltaram os andaimes ao Mosteiro de Santa Clara-a-Velha por causa do desprendimento de um brasão de pedra de grandes dimensões, que estava desde a década de 40 do século passado no topo do coro-alto» («Engenheiros testam ‘culpa’ do som na queda de brasão», Paula Carmo, Diário de Notícias, 2.11.2012, p. 22).

      Por vezes, vê-se assim, com hífen, mas não vejo razões para isso. Há séculos que se usa coro alto, e é assim que continuarei a escrever.

 

[Texto 2290]

Helder Guégués às 08:13 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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06
Nov 12

Sobre «bufete»

Pode não ser

 

 

      «No documento, que estabelece os alimentos a retirar dos bufetes das escolas – que o DN noticiou em setembro (ver caixa) –, a DGS enuncia um conjunto de alimentos e produtos “que contêm glúten”, e que deve ser tido em conta pelas escolas e empresas que confecionam as refeições para os alunos» («DGS previne alergias nas cantinas», P. S. T., Diário de Notícias, 3.11.2012, p. 15).

      Das quatro acepções de «bufete» registadas no Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora, qual é a do artigo acima? Bem, talvez nenhuma.

 

[Texto 2289]

Helder Guégués às 08:12 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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