07
Nov 12

Tradução: «pussy»

Coño

 

 

      «And I have to touch her pussy...» «E eu levo-lhe a mão ao chocho...» Nunca tinha ouvido ou lido tal. Em português, digo, porque isto é vulgarismo espanhol: cona, rata. Vá lá perceber-se o que leva a estas opções descabeladas...

 

[Texto 2297]

Helder Guégués às 14:33 | comentar | ver comentários (4) | favorito
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Sobre «livre-arbítrio»

Qual a vossa preferida?

 

 

      Há algum problema com o livre-arbítrio? Talvez haja dois: não é raro vê-lo escrito — mesmo por professores universitários, tradutores, escritores — sem hífen. O outro problema é o da definição. Para o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora, é o «poder de escolher ou não escolher um acto ou uma atitude, quando não se tem razão para se inclinar mais para um lado do que para o outro». Para o Dicionário Houaiss, é a «possibilidade de decidir, escolher em função da própria vontade, isenta de qualquer condicionamento, motivo ou causa determinante». Com mais quatro caracteres, é a minha preferida. E agora leio outra, quase lapidar, com 58 caracteres, de um livro em edição: capacidade de actuar sobre as coisas do mundo por iniciativa própria. Mais breve do que esta, em inglês, do Merriam-Webster: «freedom of humans to make choices that are not determined by prior causes or by divine intervention».

 

[Texto 2296]

Helder Guégués às 08:07 | comentar | ver comentários (7) | favorito
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«Dedo auricular»

Onde se fala da digitoagnosia

 

 

      Ao ler, agora mesmo, a palavra «digitoagnosia» (sim, talvez demasiado técnica para estar nos dicionários comuns — mas estão lá outras igualmente técnicas), lembrei-me de outro caso recente de tradução do inglês. Havia uma personagem, e não era pirata, que tinha um diamante... onde? No auricular. Pobre leitor... «Dedo auricular, o mínimo, porque é o que acode aos ouvidos», escreveu Madureira Feijó. O Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora regista-o, e remete para «mendinho». Como podia remeter para mínimo, mindinho, minguinho, meiminho...

 

[Texto 2295]

Helder Guégués às 07:07 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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07
Nov 12

«Hiperceratose/hiperqueratose»

Essa muleta

 

 

      «Oitenta e cinco por cento dos portugueses sofre de doenças dos pés», disse o jornalista João Tomé de Carvalho na edição de ontem do Bom Dia Portugal. Não falta quem afirme que, nestes casos, é indiferente que o verbo fique no singular ou no plural. Não é assim para mim. Não está tudo no plural? Então, o predicado deve ir para o plural, concordando com o sujeito, que também está no plural. Este foi apenas o intróito para a entrada do podologista Pedro Lopes, que tinha um bordão da linguagem menos ouvido agora: usou, em dois minutos, oito «portantos». (Agora espero que, lá por ser podologista, não me queira pisar os calos...) E, por fim, usou, e bem, a palavra «hiperqueratose». O Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora só regista a variante «hiperceratose».

 

[Texto 2294]

Helder Guégués às 05:59 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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