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Nov 12

Ortografia: «faz-de-conta»

Mais uma acha

 

 

      «A enciclopédia online escreve que o romance ‘A Mancha Humana’ é “alegadamente inspirado na vida do escritor Anatole Broyard”. Considerado [sic] esta informação incorreta, Roth escreveu à Wikipédia, mas a sua correção não foi aceite. Não foi considerado “uma fonte credível”. “Escrever um romance é um jogo de faz de conta”, alegou Roth» («Carta à Wikipédia», Diário de Notícias, 11.11.2012, p. 49).

      Pelo menos o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora afiança — e eu acredito — que faz-de-conta continua, depois do acordo, com hífenes. Tudo é possível. No sítio da Imprensa Nacional-Casa da Moeda, entre os casos em que se mantém o hífen nos compostos consagrados pelo uso (conceito indeterminado — e mais um erro dos autores do acordo), encontra-se «água-de-colónia», que para o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora tem dupla grafia. Este dicionário também regista o termo «dia a dia» assim grafado, sem hífenes. No sítio da INCM, é outro composto consagrado pelo uso...

 

[Texto 2310]

Helder Guégués às 20:04 | comentar | ver comentários (5) | favorito
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Nov 12

Brasileirismo: «garrancho»

Temos, mas não iguais

 

 

      A personagem, enfermeiro louco entre loucos, acabou por desistir de ler os garranchos negros que se viam no caderno. Nesta acepção — letra mal traçada, pouco legível — é brasileirismo, e poucos leitores portugueses o conhecerão. Também temos o vocábulo, mas com outros sentidos. Garranchos são garatujas, rabiscos, gatafunhos.

 

[Texto 2309]

Helder Guégués às 20:01 | comentar | favorito
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