09
Jan 13
09
Jan 13

Tradução: «in house lawyer»

Da casa, mas não a nossa

 

 

      Este aqui insiste em identificar-se como «advogado in-house» (ou in house ou inhouse...) e, por isso, acabei de sugerir ao Departamento de Dicionários da Porto Editora que no verbete «lawyer» do Dicionário Inglês-Português inclua a expressão in house lawyer e a tradução: advogado de empresa. Talvez se possa também traduzir por «advogado interno».

 

[Texto 2490]

Helder Guégués às 16:24 | ver comentários (1) | favorito
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08
Jan 13

Sobre «rotundo»

Vão ver que não

 

 

      Há sempre uma primeira vez: um autor português escreve aqui «um rotundo sim». Para o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora, «rotundo» é somente redondo e, em sentido figurado, gordo, obeso. Não chega, não explica nada. Já para o Dicionário Houaiss, rotundo é, além de, em sentido próprio, redondo, esférico; em forma de círculo, circular, em sentido figurado é o que soluciona, decide; que encerra uma questão, uma pendência; decisivo, categórico, peremptório. Claro que o sim também pode ser quase tudo isto, não me parece é que possa ser rotundo. Posso estar enganado (como hoje quando enfiei pela Sousa Loureiro quando queria ir para a Barjona de Freitas), mas este «rotundo» vem da forma como fica a boca ao pronunciar a palavra «não». Rotunda, redonda, aberta, hiante. Experimentem agora pronunciar a palavra «sim» da mesma maneira para ver se são capazes. Ridículo.

 

[Texto 2489] 

Helder Guégués às 23:56 | ver comentários (1) | favorito
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08
Jan 13

Acordo Ortográfico

Portugal, 2016

 

 

      «Em 2016, eis um cenário muito possível: Angola manterá a ortografia existente anterior ao “Acordo”. Portugal seguirá, se não conseguir inverter o statu quo, o pobre “acordês”. E o Brasil terá entretanto revisto e certamente “melhorado” o “Acordo”, escrevendo numa terceira ortografia. Resumindo: cada qual escreverá de sua maneira, e ter-se-á esfrangalhado a ortografia comum que, até agora, era seguida por todos os países lusófonos, com excepção do Brasil. Ou seja: será um verdadeiro “acordo português”, em que ninguém sabe acordar» («Nem gregos nem troianos: assim-assim», Helena Buescu, Público, 8.01.2013, p. 47).

 

[Texto 2488]

Helder Guégués às 20:38 | ver comentários (2) | favorito
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07
Jan 13

«Em linha»

Está quase

 

 

      «A página original, reproduzida na Vanity Fair, dizia: “Esta é a terceira nomeação de Sharen Davis, que tinha sido anteriormente nomeada por Dreamgirls (2006) e Ray (2004)”. A página esteve pouco tempo em linha (na sexta-feira, dia 4) e foi substituída por um inócuo anúncio a lembrar que “as nomeações serão anunciadas no dia 10 de Janeiro de 2013”. [...] Se não parece haver dúvidas de que a página que chamou a atenção da Vanity Fair foi colocada em linha por erro, é já bastante menos claro que se deva concluir que Davis será mesmo nomeada. Uma fonte da Academia de Hollywood citada pela revista online Atlantic Wire explica que são criadas páginas para “todos os possíveis nomeados”, e que o aconteceu [sic] é que uma delas foi colocada em linha por engano. E há um bom argumento em favor desta explicação: problemas no sistema informático usado na recolha de votos para as nomeações levaram a Academia a prolongar o prazo de votação, que só terminou no dia 5, ou seja, já depois de a suposta fuga de informação ter estado em linha» («Academia de Hollywood deixou escapar nomeação de estilista?», Público, 7.01.2013, p. 48).

 

[Texto 2487]

Helder Guégués às 23:55 | favorito
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07
Jan 13

«Arriar a bandeira»

Só calhou a vez ao calhau

 

 

      No dia 10 do mês passado, sugeri ao Departamento de Dicionários da Porto Editora que no verbete «arriar» incluísse a locução arriar a bandeira. É que o Dicionário da Língua Portuguesa acolhe outra locução — e menos usada, convenhamos: arriar o calhau. Até agora, nada. Entretanto, continuo a ver todas as semanas a calinada «arrear a bandeira». Todas as semanas, há meses. 

 

[Texto 2486]

Helder Guégués às 18:05 | ver comentários (6) | favorito
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