10
Jun 13

«Caubói»?

Agora eu era o herói

 

 

      «Caubói»? «Ao ministro Vítor Gaspar, que mencionou as “condições meteorológicas” como uma das causas do pouco investimento na construção civil e do permanente atraso da recuperação económica, quem deu a melhor resposta foi Clint Eastwood, num velho filme de caubóis chamado O Rebelde do Kansas: “Não me mijem pelas costas abaixo para depois me dizerem que está a chover.”» («O preço da chuva mijona», Rui Tavares, Público, 10.06.2013, p. 48).

      Os Brasileiros é que aportuguesaram cowboy em caubói; nós é cobói que usamos. Já tinha lido numa obra de José Eduardo Agualusa, mas este escritor é angolano. E Rui Tavares não tem a escapatória de dizer que estava a escrever para os Brasileiros, porque, no Brasil, o filme tem o título Josey Wales — O Fora-da-Lei

 

[Texto 2956]

Helder Guégués às 19:10 | comentar | ver comentários (3) | favorito
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«Autodesignar-se», de novo

Quase português

 

 

      «Num dos discursos recentes, Erdogan chegou mesmo a clarificar: “Esses que se autodesignam como jornalistas, ou artistas...”. Essa gente. Os çapulcu» («A força dos çapulcu é combaterem Erdogan no seu território», Paulo Moura, Público, 10.06.2013, p. 20).

 

[Texto 2955]

Helder Guégués às 10:51 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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Léxico: «pantógrafo»

Não só para cópias

 

 

      «Esta é a história de um eléctrico chamado futuro. Ou de muitos. Um eléctrico chama-se assim porque é alimentado pela energia eléctrica que recebe da catenária (cabo de alta tensão) ao qual está ligado através de um pantógrafo» («Eléctricos e comboios do futuro podem prescindir da catenária», Carlos Cipriano, Público, 10.06.2013, p. 25).

      Há dicionários, com o citado mais abaixo pelo leitor Mário Azevedo, que desconhecem esta acepção de pantógrafo: «dispositivo articulado que recebe a corrente eléctrica da catenária e que se encontra colocado no tejadilho da locomotiva» (como se lê no Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora).

 

[Texto 2954]

Helder Guégués às 10:45 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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«Double-entendre»!

Simples e em português

 

 

      «E a vedeta da Broadway Fanny Brice lançou uma frase cujo double-entendre ficou célebre: “Wet, she’s a star; dry, she ain’t” (literalmente: “Molhada ela é uma estrela, mas seca nem pensar”)» («Mais de metade de Portugal é área árida ou seca», Jorge Mourinha, Público, 10.06.2013, p. 29).

      Uma boa parte — metade? — do que se pretende exprimir é agora indizível em português. Há-de ser defeito meu, mas só vejo ali um sentido.

 

 [Texto 2953]

Helder Guégués às 10:42 | comentar | favorito
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10
Jun 13

«Pinheiro-manso»

De vez em quando

 

 

      «A azinheira e o sobreiro dominam a ocupação nas zonas mais susceptíveis à desertificação, onde existem também alguns pinheiros-mansos» («Mais de metade de Portugal é área árida ou seca», A. P. C., Público, 9.06.2013, p. 11).

      É mesmo tocante, este levíssimo toque de Acordo Ortográfico de 1990 no antiacordista Público, não acham? Isto não vai lá só com conversa.

 

 [Texto 2952]

Helder Guégués às 08:46 | comentar | ver comentários (2) | favorito
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