13
Jun 13

Léxico: «supercentenário»

Ficamos a saber

 

 

    «Com o aumento da esperança média de vida, os centenários e supercentenários (110 anos) são cada vez mais. Segundo o Grupo de Pesquisa Gerontológica, estão vivos 55 supercentenários (51 mulheres e quatro homens). Entre eles está uma portuguesa, Maria Dolores Ferreira, natural de Barcelos, que fará 111 anos em julho» («Os mais velhos», Diário de Notícias, 13.06.2013, p. 26).

 

[Texto 2971]

Helder Guégués às 23:55 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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Ortografia: «ítalo-americano»

Mas não

 

 

      «Kimura, que era a pessoa mais velha do mundo após a morte da italo-americana Dina Manfredini, em dezembro de 2012, aos 115 anos, foi o terceiro em seis filhos de uma família de agricultores da pequena localidade de Kamiukawa» («O japonês que aprendeu inglês depois dos cem anos», Abel Coelho de Morais, Diário de Notícias, 13.06.2013, p. 26).

      O Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora apenas acolhe, que nos permita comparar, «ítalo-etíope». No Portal da Língua Portuguesa, lê-se «italo-americano», como no artigo do Diário de Notícias. No entanto, no caso, não estamos perante o elemento de formação de palavras «italo-», trata-se antes do adjectivo «ítalo».

 

[Texto 2970]

Helder Guégués às 23:42 | comentar | favorito
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Picassos, Magrittes, Pollocks e Warhols

Plural, pois claro

  

 

      «E, já agora, porque é o Governo não classifica, de uma vez por todas, a colecção Berardo, acabando com as constantes e irritantes ameaças do comendador Joe de a levar para fora do país? Acaso temos por aí Picassos, Magrittes, Pollocks e Warhols aos pontapés? Um raciocínio semelhante em relação ao senhor Calouste: haveria museu na Avenida de Berna, se a França tivesse feito à colecção Gulbenkian o que tanta gente está cheia de vontade de fazer ao quadro de Crivelli? Pois é. O Estado que se entretenha com o seu património — do qual nem sequer consegue cuidar — e deixe os privados em paz» («Crivelligate, a conclusão», João Miguel Tavares, Público, 13.06.2013, p. 48).

[Texto 2969]

 

Helder Guégués às 22:51 | comentar | favorito
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«Camisa-de-sete-varas»

Parece que é igual

 

 

      «Muito menos a sua irmã, embora achasse que ela se podia meter numa camisa de sete varas se por acaso voltasse a encontrar o dito homem» (Tiro e Queda, Mafalda Belmonte. Lisboa: Bertrand Editora, 2002, p. 60).

      É a primeira vez que vejo assim. A medida tradicional é onze: camisa-de-onze-varas, hifenizado, como aparece, por exemplo, no Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora. A alva dos condenados a autos-de-fé era feita de pano de varas, um tecido antigo de lã, áspero. Talvez haja aqui relação com o termo «vara» no sentido de circunscrição judicial. Quanto a serem sete ou onze varas, e vara aqui é uma antiga medida de comprimento, talvez seja, como alguns aventam, indiferente, pois são ambos números meramente simbólicos.

 

[Texto 2968]

Helder Guégués às 19:32 | comentar | ver comentários (2) | favorito
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13
Jun 13

«Alumbramento» e «alumbrado»

Sopro criador, revelação, inspiração

 

 

      Outras duas ausências de vulto no Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora: alumbrado e alumbramento. Quando Bárbara Guimarães recebeu, no programa Páginas Soltas, em 16 de Novembro de 2006, José Saramago, perguntou ao escritor a que chamava alumbramento. «Alumbramento? Não é uma palavra que eu use muito...» Mas de certeza que era, pois noutra resposta usou-a desenvoltamente duas vezes. Ainda assim, mais falta faz o termo «alumbrado» na acepção de membro da seita surgida no século XVI em Espanha. Porque ainda hoje há muitos alumbrados, muitos hereges...

 

[Texto 2967]

Helder Guégués às 19:14 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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