09
Ago 13

Léxico: «subletrado»

Básico incompleto

 

 

      Nunca a tinha lido ou ouvido: subletrado. Parece que são os que têm entre 15 e 64 anos e não têm mais do que o diploma do 2.º ciclo do ensino básico (seis anos de escolaridade). Em Portugal, são qualquer coisa como 40 por cento.


  [Texto 3163]

Helder Guégués às 18:56 | comentar | ver comentários (3) | favorito
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«Mineradora»?

Na falta de outra

 

 

      «Um dos sete filhos da alemã Jutte Fuhrken e do brasileiro Eliezer Batista da Silva, que foi presidente da Companhia Vale do Rio Doce, a maior mineradora do mundo, e ministro das Minas e Energia durante o regime militar, a ascensão de Eike não é exactamente uma história de um self-made man que passa da pobreza à riqueza, mas ainda assim o seu percurso corresponde a uma espécie de “sonho brasileiro”» («O sonho brasileiro de Eike Batista transformou-se num pesadelo», Rita Siza, Público, 9.08.2013, p. 22).

      Não é nossa, é verdade que não, e nem sequer se encontra em todos os dicionários brasileiros, mas não vamos rejeitá-la sem mais nem menos.

 

  [Texto 3162]

Helder Guégués às 18:32 | comentar | ver comentários (10) | favorito
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09
Ago 13

«Arma de arremesso político»?

Em francês não sei

 

 

      A Justiça francesa libertou três delinquentes por já não haver espaço nas cadeias. «O caso está a tornar-se uma arma de arremesso político entre a esquerda e a direita, mas há um facto incontornável: há cerca de 58 mil lugares nos estabelecimentos prisionais franceses, e os que já lá estão ultrapassam em muito esse número, há 20 % a mais» (Paulo Dentinho, Jornal da Tarde, 8.08.2013).

      O que é político: a arma ou o arremesso? Sim, já uma vez tratámos desta questão, mas é necessário voltar a ela.

      «A alegada incapacidade dos governos republicanos para administrarem as finanças do Estado ressurge como arma política de arremesso e reforça a instabilidade» (História Económica de Portugal, 1700-2000: o Século XX, Pedro Lains e Álvaro Ferreira da Silva. Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais, 2005, p. 455).

 

  [Texto 3161]

Helder Guégués às 07:45 | comentar | ver comentários (2) | favorito
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