11
Set 13

Tradução: «Je suis désolé»

Sem desculpa

 

 

      Um pequeno desaire, e é logo: «Je suis désolé, je suis vraiment désolé.» A torto e a direito. Exagero melodramático dos Franceses. O tradutor experimentado é que não pode usar a palavra «desolado», porque não é assim que nós falamos. Também o I’m afraid not inglês aparece muitas vezes mal traduzido. Vá lá, um pouco mais de esforço.

 

  [Texto 3284]

Helder Guégués às 18:19 | comentar | ver comentários (3) | favorito
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Léxico: «copa»

Copa C 18

 

 

      A miúda estava na praia. Aqui este mariola enfiou a mão «por dentro do boné, descobrindo-lhe o peito». A culpa é dos dicionaristas, pois claro. No Dicionário Francês-Português da Porto Editora lemos que bonnet é «cada uma das duas partes ou bolsas do soutien». Os tradutores não dedicam mais tempo à questão: são os «bonés». Mas há outro problema: o vocábulo copa, na acepção de cada uma das partes ocas ou bolsas que cobrem os seios, não está registado nos dicionários. E usa-se todos os dias, a toda a hora, por homens e mulheres.

 

  [Texto 3283]

Helder Guégués às 11:03 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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Sobre «estrado»

Símbolo de poder

 

 

      No Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora, a primeira acepção de estrado é esta: «sobrado um tanto acima do chão ou de outro pavimento». Assim, ou a segunda acepção (que não encontramos, por exemplo, no Dicionário Houaiss) é desnecessária ou faltam outras acepções: «estrutura plana junto ao altar onde o sacerdote põe os pés enquanto celebra a missa». E então o estrado que havia dantes nas salas de aulas, alguns com meio metro de altura, que separavam simbólica e realmente a área reservada ao professor da área reservada aos alunos?

 

  [Texto 3282]

Helder Guégués às 09:39 | comentar | favorito
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11
Set 13

Como se escreve nos jornais

«Liderar orações»!

 

 

      «O Governo do Egipto proibiu a actividade de 55 mil imãs não-licenciados, que foram classificados como “fundamentalistas” e “ameaças para a segurança nacional” e impedidos de liderar orações em mesquitas e outros centros religiosos» («Governo proíbe actividade de 55 mil imãs», Rita Siza, Público, 11.09.2013, p. 21).

 

  [Texto 3281]

Helder Guégués às 08:33 | comentar | ver comentários (2) | favorito
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