15
Out 13

«Bangaló»

E fez bem

 

 

      No Amok, Alice Ogando usou bungalow; Cabral do Nascimento usou o termo aportuguesado: «Ainda há dez anos era pouco frequentado, depois da debandada da clientela inglesa, mas há pouco tempo tornou-se ponto de reunião de banhistas ilustres e elegantes, e já o rodeiam inúmeros bangalós» (Terna É a Noite, F. Scott Fitzgerald. Tradução de Cabral do Nascimento. Lisboa: Portugália Editora, 1966, 2.ª ed., p. 9)

 

  [Texto 3392]

Helder Guégués às 21:09 | comentar | ver comentários (6) | favorito
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Léxico: «goticismo»

Qualidade de gótico

 

 

    Acabei de ver, creio que pela segunda vez na vida, a palavra «goticismo». Não está em muitos dicionários; não está, por exemplo, no Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora. E, no entanto, encontramo-la nas notas finais de Alexandre Herculano a Eurico, o Presbítero: «O goticismo espanhol, ao primeiro aspecto, parece mover-se.»

 

  [Texto 3391]

Helder Guégués às 11:27 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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Feminino de «xeque»

Temos medo

 

 

      «Segundo o New York Times, tudo terá começado com uma visita da xeque Al Mayassa Hamad bin al-Thani, de 30 anos, presidente da Autoridade dos Museus do Qatar e irmã do novo emir, ao estúdio de Damien Hirst em 2009» («Damien Hirst dá à luz novos trabalhos no Qatar», Vítor Belanciano, Público, 15.10.2013, p. 33).

      Pois, é isso que se diz, que a forma masculina «xeque» pode «ser utilizada no feminino com adaptação do artigo ou pronome que acompanha a forma feminina». A imprensa internacional, e mesmo, ocasionalmente, a portuguesa, uso o termo «sheikha», o que, aportuguesado, seria «xeica». Mas não se usa. Ou não usamos nós, pois no Brasil não têm problemas em aportuguesá-lo desta forma.

 

  [Texto 3390]

Helder Guégués às 09:19 | comentar | ver comentários (3) | favorito
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15
Out 13

Sobre «bife»

Sem ofensa

 

 

      «Ninguém diz aos jornalistas, claro está, exercita-se o stiff upper lip, o “lábio superior inteiriçado” tão característico dos britânicos (linda metáfora, esta, para o hábito que os “bifes” têm de não deixar transparecer as emoções — em Portugal isto dava uma bela peixeirada)» («O Nobel da Injustiça», João Magueijo, Público, 15.10.2013, p. 31).

      Não precisa das aspas, caro João Magueijo, mesmo que, no Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora, se leia que é termo «antiquado». Ou não quer melindrar os seus anfitriões?

 

  [Texto 3389]

Helder Guégués às 09:15 | comentar | ver comentários (2) | favorito
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