16
Out 13

Léxico: «palangreiro»

E por isso

 

 

      «A Sociedade de Pesca do Arade deverá agilizar, nas próximas horas, a trasladação do corpo do pescador marroquino morto à facada por outro tripulante a bordo do palangreiro Príncipe das Marés, a 800 quilómetros da costa de Cabo Verde, crime que começará agora a ser investigado pelas autoridades daquele país africano» («Cabo Verde investiga morte em barco português», Paulo Julião, Diário de Notícias, 16.10.2013, p. 23).

      Vimo-lo no Assim Mesmo, há mais de dois anos. Continua ausente de quase todos os dicionários. Sem pena nossa. É, também já o sabemos, alienígena. Castelhano.

 

  [Texto 3399]

Helder Guégués às 19:15 | comentar | ver comentários (2) | favorito
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«Apelar para»

Assim é

 

 

      «Apelei para tôdas as minhas fôrças e tirei, de longe, para mim só, a máscara que cobria o seu rosto fechado, para ver se conseguia fazê-la cair durante um segundo» (Amok (O Doido da Malásia), Stefan Zweig. Tradução de Alice Ogando. Porto: Livraria Civilização, s/d, 4.ª ed., p. 64).

 

  [Texto 3398]

Helder Guégués às 15:11 | comentar | ver comentários (4) | favorito
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«Enfarte, enfarto, infarto»...

Ficamos doentes

 

 

      «Oscar Hijuelos, que morreu no último sábado ao sofrer um infarto enquanto jogava tênis em Manhattan, crava seu lugar na literatura como um autor que soube tratar temas difíceis com leveza» («Obra densa, mas divertida é o legado de Oscar Hijuelos», Thales de Menezes, Folha de S. Paulo, 15.10.2013, p. E4).

      Em Portugal, em relação a esta supina questão nunca nos atrapalhamos: é sempre «enfarte» que usamos. No Brasil, andam embrulhados com três variantes, enfarte, enfarto e infarto. Variantes é como quem diz: para alguns estudiosos brasileiros, só uma delas mata (não sei agora qual). Para outros, as formas «enfarte» e «enfarto» são populares, e «infarto» provavelmente adaptação do inglês infarct. Para outros ainda... Ah, chega.

 

  [Texto 3397]

Helder Guégués às 07:57 | comentar | ver comentários (2) | favorito
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Léxico: «força-tarefa»

Destacamento especial

 

 

      «O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), anunciou ontem a criação de uma força-tarefa para investigar ações da facção criminosa PCC e o envolvimento de policiais civis e militares com a quadrilha» («Alckmin anuncia força-tarefa para investigar facção criminosa», Folha de S. Paulo, 15.10.2013, p. C6).

      Em Portugal, para que todos pudessem compreender — tinha de estar inteiramente em inglês, task force.

 

  [Texto 3396]

Helder Guégués às 07:02 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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Léxico: «retrato falado»

Mas é expressivo

 

 

      «A Scotland Yard, polícia metropolitana de Londres, divulgou ontem à noite duas imagens do retrato falado de um suspeito de ligação com o sumiço da menina britânica Madeleine McCann» («Retrato falado de suspeito no caso Madeleine é divulgado em Londres», Folha de S. Paulo, 15.10.2013, p. A16).

    Já tínhamos visto, no léxico contrastivo do Assim Mesmo, este «retrato falado», que nós significamos através do termo «retrato-robô» (e depois não sabemos fazer o plural...). O meu Galaxy S4 também faz retratos falados.

 

  [Texto 3395]

Helder Guégués às 06:50 | comentar | ver comentários (2) | favorito
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Léxico: «pistolagem»

Lá para Pernambuco

 

 

      «Um promotor de Justiça foi morto após ser [sic] alvo de atentado na manhã de ontem no interior de Pernambuco. [...] Itaíba é conhecida por crimes de pistolagem» («Promotor é assassinado no interior de Pernambuco», Daniel Carvalho, Folha de S. Paulo, 15.10.2013, p. A10).

      Pistolagem, registam os dicionários publicados no Brasil, é o assassínio encomendado. Em Portugal, também temos muita bandidagem, mas não usamos nem conhecemos o termo «pistolagem». Curioso: o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora nem «bandidagem» regista.

 

  [Texto 3394]

Helder Guégués às 06:41 | comentar | ver comentários (2) | favorito
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16
Out 13

Sobre «tuitar»

Quase certo

 

 

      «“Hoje revi, no @canalarte1, o filme de Luchino Visconti ‘Rocco e seus irmãos’. O cinema italiano produziu obras-primas. Valeu a pena rever”, tuitou no domingo. O porta-voz da Presidência, Thomas Traumann, disse que todos os tuítes publicados na conta oficial são de Dilma» («Presidente tuíta até durante entrevista ao vivo a rádios», Tai Nalon, Folha de S. Paulo, 15.10.2013, p. A5).

      Apesar de até já estar dicionarizado, nem sempre os autores (ou nas editoras) aceitam este aportuguesamento, mais do que natural, legítimo e compreensível. Está no Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora, que, todavia, não regista o substantivo. Só que, cara Tai Nalon, nem no substantivo nem no verbo, incluindo as formas conjugadas, é necessário o acento no i.

 

  [Texto 3393]

Helder Guégués às 06:22 | comentar | ver comentários (8) | favorito
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