22
Out 13

«Doing what one is told»

Quão diferentes

 

 

      «However, there is still a strong tradition in England, particularly in the lower status occupations, of the key virtue being that of ‘doing what one is told’.» O que é pena é ser uma tradição apenas inglesa. Em troca do chá, bem nos podiam ter dado isto. E a propósito de inglês, acabei de ser convidado para a inauguração (isto tem um nome inglês), no Hotel Farol (Farol Hotel, leio no convite), em Cascais, da exposição do artista plástico João Feijó, intitulada, pois claro, «Color Field». Raquel Rocheta é a relações públicas. Depois conto.

 

   [Texto 3423]

Helder Guégués às 23:31 | comentar | ver comentários (2) | favorito
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«Set up»

Entre França e Inglaterra

 

 

      «The X follows previous attempts by CEDEFOP (the European Centre for the Development of Vocational Training set up under the Council of Ministers)…» E na tradução: ah, tinha de se imiscuir outra língua que não apenas o português, mesmo filtrada por décadas: «O X segue as tentativas anteriores do CEDEFOP (Centro Europeu para o Desenvolvimento da Formação Profissional, criado ao abrigo do Conselho de Ministros)...»

 

  [Texto 3422]

Helder Guégués às 21:57 | comentar | ver comentários (2) | favorito
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Léxico: «criossauna»

Uns inventores

 

 

      «A criossauna é uma das técnicas da crioterapia e a escolha de muitos futebolistas. “É uma câmara que usa o vapor do nitrogénio para o arrefecimento muito rápido do corpo e que ajuda na recuperação muscular. Pode ir a temperaturas de menos 196 graus, mas o ideal é que esteja entre os menos 140 e os menos 160 graus. O tratamento dura no máximo três minutos e é mais agradável do que tomar um banho de um minuto com a água a cinco graus”, diz ao DN Luís Cunha, especialista em recuperação de atletas» («Ronaldo faz recuperação com temperaturas de 160 graus negativos», Ana Maia, Diário de Notícias, 22.10.2013, p. 37).

    O Observatório de Neologismos ainda existe? E está a trabalhar? (É outra pergunta.) O mais provável é que os cortes o ceifassem. Assim, de repente, não sei se isso é assim tão mau.

 

  [Texto 3421] 

Helder Guégués às 16:19 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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«Rendibilidade», vá lá

Nem todos se renderam

 

 

      Não tenho culpa que confundam «incredulidade» com «incredibilidade»... Ah, desculpem, já estamos no ar. «A rendibilidade das empresas não financeiras caiu para metade entre 2006 e 2012, apesar de ter recuperado ligeiramente no final do primeiro semestre deste ano» («Rendibilidade das empresas caiu para metade em seis anos», Diário de Notícias, 22.10.2013, p. 31).

 

 

  [Texto 3420]

Helder Guégués às 16:02 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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Léxico: «teleconsulta»

Mas sem abusos

 

 

      «O Ministério da Saúde vai usar a telemedicina para dar acesso a consultas e cuidados em zonas com falta de médicos e a doentes que esperavam anos para ter uma resposta. Há dias arrancaram os telerrastreios na dermatologia na zona Norte (Bragança), mas o objetivo é levar as teleconsultas às áreas da cirurgia vascular, oftalmologia e neurologia ainda este ano, abrangendo unidades de todo o País» («Ministério ‘finta’ falta de médicos com telemedicina», Diana Mendes, Diário de Notícias, 22.10.2013, p. 12).

      É fácil: pega-se no elemento tele- e lá vai disto. Se «telemedicina» já faz parte do nosso léxico há anos, não me parece mal que se lhe junte «teleconsulta». O resto pode ser excessivo.

 

  [Texto 3419] 

Helder Guégués às 10:41 | comentar | ver comentários (3) | favorito
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Linguagem desbragada

Mas há quem goste

 

 

      «Tudo naquela entrevista era bom, começando pelas fotografias de playboy cinquentão e acabando na linguagem desbragada, que Marcelo Rebelo de Sousa classificou como “tom infeliz”. [...] Tratar o alemão Wolgang Schäuble por “aquele estupor do ministro das Finanças”, classificar uma posição do primeiro-ministro da Holanda como “calvinismo reles”, afirmar de si próprio que “sempre fui a merda de um moderado”, disparar uns “pulhas” para aqui e uns “bandalhos” para acolá, e despachar os seus opositores políticos como “os filhos da mãe da direita portuguesa”, só está ao alcance de alguém para quem “a dureza encenada não é nenhuma dureza. Ou se tem ou não se tem.” E Sócrates, claro, é um duro» («O verdadeiro macho político», João Miguel Tavares, Público, 22.10.2013, p. 44).


   [Texto 3418] 

Helder Guégués às 09:08 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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Como se escreve nos jornais

Provavelmente

 

 

     «Ao fim de sete semanas, em cinco dos sete casos, surgiram novos folículos capilares e pequenos cabelos começaram a surgir. Resultados que levaram um dos coordenadores do estudo, Colin Jahoda, da Universidade de Durham, a afirmar à BBC que a calvície “será eventualmente inteiramente tratável”» («Cientistas garantem que ‘fim’ das carecas está próximo», P. S. T., Diário de Notícias, 22.10.2013, p. 26).

    Duplamente errado. Porque, no contexto («Yeah I think it [baldness] will eventually be treatable, absolutely.»), eventually não se traduz por «eventualmente» e porque dois advérbios em -mente assim seguidos é de uma grande inépcia.

 

  [Texto 3417]

Helder Guégués às 07:50 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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22
Out 13

O defunto verbo «pôr»

Não apenas os jornalistas

 

 

      «Segundo o médico Filipe Gomes, o novo protocolo compreende uma cláusula que “coloca em causa a autonomia pedagógica da direção do MIM [Mestrado Integrado em Medicina da Universidade do Algarve], de forma inaceitável”» («Demissão ameaça curso de Medicina», Diário de Notícias, 22.10.2013, p. 21).

 

  [Texto 3416]

Helder Guégués às 07:49 | comentar | ver comentários (3) | favorito
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