15
Nov 13

Confusões de sempre: «porque/por que»

Os magos da escrita

 

 

      O artigo, «Redução da despesa com pessoal é permanente», é de ontem, no Diário de Notícias. Os jornalistas foram ouvir as «reacções» aos alertas de Christine Lagarde. João Oliveira, deputado do PCP, disse, segundo transcrição que se lê na página 5, que «FMI assume (...) que as políticas de austeridade têm de continuar seja porque período for». Magos da escrita porque transformam pérolas em calhaus.

 

  [Texto 3525]

 

Helder Guégués às 08:29 | comentar | ver comentários (2) | favorito
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Bairrismo exacerbado

Bend over backwards

 

 

      «Empossado há 24 dias, o presidente da Câmara [Municipal do Porto], eleito como independente, foi “apresentar cumprimentos” ao Comandante Metropolitano da PSP [António Bagina] e “deixar uma mensagem de preocupação e solidariedade” sobre a falta de meios da polícia, que traduziu na locução “os agentes da PSP fazem das tripas coração”, uma expressão que é tipicamente portuense”» («Há duas alternativas para substituir a 12.ª esquadra», José Miguel Gaspar, Jornal de Notícias, 15.11.2013, p. 22).

      Já li, e mais de uma vez, que Rui Moreira é um homem culto, mas isto ultrapassa o que pudesse imaginar.

 

  [Texto 3524]

Helder Guégués às 07:54 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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Léxico: «telecadeira»

E faz falta, na serra

 

 

      «Nesta fase, a telecadeira, que na época passada esteve frequentemente parada por falta de manutenção, já está operacional» («Serra da Estrela quer roubar turismo que vai para Espanha», Madalena Ferreira, Jornal de Notícias, 15.11.2013, p. 26).

    Não está em todos os dicionários, mas o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora regista-o: «sistema de transporte de pessoas em locais de altitude elevada, constituído por uma série de cadeiras ou assentos que deslizam sobre um cabo aéreo».

 

  [Texto 3523]

Helder Guégués às 07:37 | comentar | favorito
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«Grafito» e «grafiteiro»

Ora, paciência

 

 

      «Contactaram os DEDICATED, um grupo de grafiteiros, que aceitaram a empreitada. A licença ainda não foi aprovada pela Câmara, mas há mais de duas semanas que o grafiteiro Youth trabalha na tela» («Está a nascer um grafito com 170 m2 em Gonçalo Cristóvão», Tiago Rodrigues Alves, Jornal de Notícias, 15.11.2013, p. 23).

    Imagino que eles, os grafiteiros, não gostem mesmo nada, mas isso, naturalmente, é o que menos importa.

 

  [Texto 3522]

Helder Guégués às 07:02 | comentar | ver comentários (2) | favorito
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15
Nov 13

«Fronteiro/fronteiriço»

Parecido, sim

 

 

    «“Parecer [sic] ser um espaço muito agradável, calmo e sossegado”, concorda Antónia Fonseca, elogiando a forma como a estrutura [Passeio dos Clérigos] foi inserida na paisagem fronteiriça da Torre dos Clérigos» («Oliveiras em jardim suspenso nos Clérigos», Hermana Cruz, Jornal de Notícias, 15.11.2013, p. 22).

      Será mesmo «fronteiriça» — que fica na fronteira — ou «fronteira» — situada em frente? Que acha, cara Hermana Cruz?

 

  [Texto 3521]

Helder Guégués às 07:00 | comentar | favorito
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