16
Nov 13

«Missa póstuma»

Rezada, cantada, póstuma

 

 

      Santa Cristina, a Admirável, morreu com 20 anos e ressucitou durante a missa de corpo presente. Quando morreu pela segunda e — até agora, decorridos quase oitocentos anos — definitiva vez, já tinha 70 anos. Mero pretexto para dizer que «missa de corpo presente» está nos dicionários, mas não, por exemplo, «missa póstuma». Porquê, se registam, por exemplo, «missa cantada» e «missa rezada»?

 

  [Texto 3528]

Helder Guégués às 20:33 | comentar | favorito
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«Esta prova é um erro CrXto»!

Será mesmo um erro?

 

 

      «A ideia surgiu», respondeu o professor Arlindo Ferreira, «um pouco por brincadeira, nos comentários do blogue. Uma leitora sugeriu fazer T-shirts para os protestos [que se realizam hoje em várias cidades] e até sugeriu algumas frases. Acabou por ficar “Esta prova é um erro CrXto”. Depois juntou-se outro colega que tinha capacidade para tratar da impressão e entrega das T-shirts. E foi assim que surgiu a campanha» («“Será difícil convencer 500 professores a corrigir a prova”», Patrícia Jesus, Diário de Notícias, 16.11.2013, p. 48).

       Hã?! Primeiro, vem-nos à mente o acrónimo ΙΧΘΥΣ. A frase que se lê em todo o lado é «Esta prova é um erro Crato»; na T-shirt, em cima do que pode ser um a, surge o sinal de errado. Como diriam os da glote, a frase permite várias leituras. Quem escreveu a frase (um aluno?) enganou-se e em vez de «crasso» saiu «crato» (como está tudo grafado em maiúsculas, o nome do ministro é apenas sugerido). Por isso, algum professor — competentíssimo, que certamente não precisa de se submeter à prova de avaliação — apôs o sinal de errado sobre o a. Ou — inclino-me mais para esta — o que se pretendia escrever era uma apóstrofe ao ministro da Educação, mas, como até revisores (!) e professores de Português (!!) fazem, sem a vírgula antes do vocativo: «Esta prova é um erro, Crato.» São Marcos lhes valha.

 

  [Texto 3527] 

Helder Guégués às 19:24 | comentar | favorito
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16
Nov 13

É latim!

Também isto merecia um estudo

 

 

      Acabei de ouvir no programa de José Candeias, na Antena 1, uma entrevista telefónica a uma estudante de doutoramento, Carolina Doran, que está a desenvolver o projecto, sobre tomada de decisão colectiva, na Universidade de Bristol. Apesar de estar lá vai para dois anos, ia eu pensando, nem uma cedência ou contágio do inglês. Contudo, quando disse o nome científico (em latim, não se esqueçam) da espécie das formigas com que está a trabalhar, Temnothorax albipennis, parecia que estava a seguir, com aplicação e zelo de neófito, os exercícios do «How to Speak in a British Accent».

 

  [Texto 3526]

Helder Guégués às 08:49 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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