21
Nov 13

Léxico: «frésia»

Não a conhecem

 

    «Os gladíolos, as frésias e as dálias estavam ainda aprisionadas nos botões verdes, à espera de se abrirem, enquanto as begónias e as camélias terminavam o seu ciclo de florescimento» (Lição de Tango, Sveva Casati Modignani. Tradução de Regina Valente. Alfragide: Edições Asa, 2011, 3.ª ed., p. 213).

     Anda por aí há muito tempo nos livros, não apenas desde 2011, mas poucos são os dicionários que a conhecem.


  [Texto 3563]

Helder Guégués às 23:58 | comentar | ver comentários (2) | favorito
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Tradução: «café littéraire»

Les gens de lettres

 

 

      Vivem em França, e por isso não fica mal terem um café littéraire, com estantes repletas de livros. Contudo, o conceito que eu tinha de café literário (como o tradutor verteu) era precisamente o que se lê no Trésor: «Café où se réunissent les gens de lettres». Ou seja, pode não ter sequer um livro, mas apenas um exemplar do Record ou do jornal preferido dos taxistas num canto do balcão. Traduzimos ainda assim por «café literário»? Não é ambíguo?

 

  [Texto 3562]

Helder Guégués às 23:05 | comentar | ver comentários (2) | favorito
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Sobre «pulseira electrónica»

Tornozeleira eletrônica

 

 

      «Os mais mediáticos são os casos de José Oliveira Costa (ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais de Cavaco Silva), considerado o rosto da burla que lesou o Estado em quase 4 mil milhões de euros, e o de Duarte Lima (ex-líder parlamentar do PSD). Os dois integram um grupo de nove pessoas que, no âmbito das averiguações ao BPN/SLN, estiveram (alguns ainda estão) na cadeia e encontram-se, agora, em prisão preventiva com pulseira electrónica» («Supervisor impõe multa de 400 mil euros aos antigos donos do BPN», Cristina Ferreira, Público, 2.11.2013, p. 16).

   Não vimos nós quando os guardas prisionais tiraram a pulseira electrónica a George Wright, que estava em prisão domiciliária? Espera lá. Não era à volta de um pulso, mas à volta de um tornozelo. Ainda assim, o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora regista: «pulseira electrónica: pulseira com um transmissor que possibilita detectar à distância e de forma permanente a localização da pessoa em cujo tornozelo foi aplicada». No Brasil, já encontraram a solução: «A PF (Polícia Federal) já adiantou que o parlamentar não terá escolta 24 horas em casa e deverá usar tornozeleira eletrônica» («Genoino deverá usar tornozeleira, diz PF», Metro Brasília, 21.11.2013, p. 3).

 

  [Texto 3561]

Helder Guégués às 10:04 | comentar | ver comentários (2) | favorito
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Léxico: «estromboliano»

Ou ilhas Eólias

 

 

      «Segundo Erik Klemetti, geofísico da Universidade de Denison (EUA), citado pelo site noticioso Nature World News, esta mais recente erupção aconteceu na nova cratera sudeste do vulcão e foi classificada como sendo [sic] “estromboliana” — isto é, uma erupção de relativamente baixa intensidade (a palavra deriva do nome de um outro vulcão, situado na ilha de Stromboli, ao largo da Sicília)» («Última erupção do Etna: um autêntico fogo-de-artifício», Ana Gerschenfeld, Público, 21.11.2013, p. 33).

      O Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora regista-a (e não fui eu que lá a pus): «que se refere ao vulcão Estrômboli, nas ilhas Líparas (Lipari), italianas, no mar Tirreno; do mesmo tipo eruptivo do vulcão Estrômboli».

      Líparas não conhecia; em Xavier Fernandes tinha lido ilhas Lipárias, que é também como se lê na Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, e é o que me ficou na mente. Isto dos dicionários... Ainda ontem um escritor me dizia: «Como é possível que no “Grande” e volumoso dicionário da Porto Editora falte “descaso”?» O que é curioso é que Cândido de Figueiredo o abona com uma citação de Filinto, embora não saiba o que significa: «inoportunidade?» É, ou foi, muito mais usado no Brasil.

 

  [Texto 3560]

Helder Guégués às 08:14 | comentar | ver comentários (3) | favorito
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21
Nov 13

«Os Obamas e os Clintons»

Há quem aprenda

 

 

      «Os Obamas e os Clintons, os casais políticos mais poderosos da América, foram juntos ao cemitério de Arlington, em Washington, prestar homenagem ao Presidente John Fitzgerald Kennedy (JFK), morto a 22 de Novembro de 1963. [...] E ao mesmo tempo, a cerimónia em que Obamas e Clintons surgem juntos a homenagear Kennedy oferece a Hillary Clinton o que parece ser uma legitimidade de herdeira, num momento em que a especulação sobre a sua possível candidatura à presidência em 2006 está nos píncaros» («Dois Presidentes homenagearam Kennedy e... nomearam uma herdeira», Clara Barata, Público, 21.11.2013, p. 31).

 

  [Texto 3559]

Helder Guégués às 07:09 | comentar | ver comentários (7) | favorito
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