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Dez 13

Ortografia: «jiu-jítsu»

Não é necessário

 

 

      «Como praticante de jiu-jitsu, num dos assaltos enviou um jovem brasileiro para o hospital com o nariz partido e com um problema no joelho» («Gangue de Alfama condenado a cadeia», Luís Fontes, Diário de Notícias, 11.12.2013, p. 21). Esqueça o itálico, caro Luís Fontes, não é necessário: o vocábulo já está aportuguesado e nos dicionários, jiu-jítsu.

 

  [Texto 3660]

Helder Guégués às 07:40 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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«Profe», de novo

Não me convence

 

 

      «Profs do quadro chamados à luta contra a prova» (Ana Bela Ferreira, Diário de Notícias, 11.12.2013, p. 20). Segundo o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora, está correcto — «prof/profs» —, mas eu não concordo. Até porque, tanto no singular como no plural, quase se confunde com a abreviatura, quando na verdade é uma redução vocabular. Advogo, como sabem, o uso de profe/profes, tal como de manife/manifes.

 

  [Texto 3659]

Helder Guégués às 07:38 | comentar | ver comentários (2) | favorito
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Léxico: «banhada»

Ai as aspas

 

 

      «A irmã e o cunhado de um “correio de droga” foram salvos pelas autoridades de um sequestro que durou longas horas, desde segunda-feira à tarde até às primeiras horas de terça, numa casa em Algueirão-Mem Martins (Sintra). O “correio” terá dado uma “banhada” ao grupo de traficantes de haxixe para o qual trabalhava e o grupo, para o pressionar, raptou a irmã e o cunhado da zona onde viviam para um apartamento em Algueirão» («GNR e GOE da PSP libertam casal raptado por traficantes», Rute Coelho, Diário de Notícias, 11.12.2013, p. 21).

      Saiba, cara Rute Coelho, que não é menos que ridículo o uso das aspas nos casos assinalados. «Banhada», que anda há anos nos jornais e nos livros, ainda não chegou aos dicionários.

 

  [Texto 3658]

Helder Guégués às 07:36 | comentar | ver comentários (5) | favorito
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Dez 13

Percebam em inglês

Inútil e ridículo

 

 

      «Antes acreditava-se que os doentes [de esquizofrenia] nunca iam poder ter uma vida normalizada, trabalhar, construir uma família. O paradigma está a mudar. “Com a recuperação (recovery em inglês) as pessoas têm de definir um rumo e responsabilidades. Ajuda-os a pensar que não estão sós, que devem ter sonhos e ambições que podem ser alcançados.”» («Voltar a viver para lá dos muros da depressão e esquizofrenia», Ana Maia, Diário de Notícias, 11.12.2013, p. 18).

      É sempre difícil acreditar quando vemos coisas destas. O que é que a palavra inglesa «recovery» tem que a portuguesa «recuperação» não tem? Deve ser o ípsilon. Tão útil como se se tivesse dito assim: «Com a recuperação, as pessoas têm de definir um rumo (way em inglês) e responsabilidades. Ajuda-os a pensar que não estão sós, que devem ter sonhos e ambições que podem ser alcançados.»

     (E o advérbio de tempo «dantes» também está em extinção, como o mais-que-prefeito e o ponto-e-vírgula.)

 

  [Texto 3657]

Helder Guégués às 07:31 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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