27
Jan 14

«Boas-noites/boas noites»

Pois, mas não

 

 

   «Mesmo aos vinte e três anos, quando ele já tinha dado a volta ao mundo, continuava a perguntar-lhe: “Com quem vais sair hoje à noite? Onde vão? A que horas voltas para casa?”; e, ao regressar, ele ia sempre dar-lhe um beijo de boas noites» (O Voo das Águias, Ken Follett. Tradução de Isabel Nunes e Helena Sobral. Queluz de Baixo: Editorial Presença, 2013, 3.ª ed., p. 61).

    Não, aqui tem hífen, boas-noites, é o próprio cumprimento: «Pus o último deles fora às duas da madrugada e, enquanto lhe dava as boas-noites, dei pela falta de uma rapariga» (O Animal Moribundo, Philip Roth. Tradução de Fernanda Pinto Rodrigues. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 2008, 3.ª ed., p. 15).

 

  [Texto 3933]

Helder Guégués às 07:02 | comentar | ver comentários (1) | favorito
Etiquetas: ,

Tradução: «boy scout»

E para lá remeto

 

 

      «Um dos grandes conflitos entre os dois fora a propósito de uma viagem de escuteiros» (O Voo das Águias, Ken Follett. Tradução de Isabel Nunes e Helena Sobral. Queluz de Baixo: Editorial Presença, 2013, 3.ª ed., p. 60).

      Estará bem traduzido? O mesmíssimo boy scout foi aqui traduzido de outra forma: «A única coisa certa era que deixara de ser rapariga quando ele ainda andava nos escoteiros» (Morte na Aldeia, Caroline Graham. Tradução de Mário Dias Correia. Alfragide: Asa II, 2013, p. 176). Julgo já ter dito tudo o que havia que dizer sobre esta questão no Assim Mesmo, aqui.

 

  [Texto 3932]

Helder Guégués às 06:54 | comentar | ver comentários (1) | favorito
Etiquetas:
27
Jan 14

Tradução: «shame»

Shame on you

 

 

   «Quando Bill chegara a Teerão, em março, vivera em casa dos Chiapparones até a mulher, Emily, e os filhos chegarem. Paul sentia-se quase seu protetor, e era uma vergonha que Bill estivesse a ter tantos problemas no Irão» (O Voo das Águias, Ken Follett. Tradução de Isabel Nunes e Helena Sobral. Queluz de Baixo: Editorial Presença, 2013, 3.ª ed., p. 41).

      Para o leitor, não há nada que possa fazer: lê «vergonha» e encolhe os ombros. As tradutoras, e logo um par, é que deviam ter percebido, pelo contexto, que a tradução correcta não é «vergonha», mas «pena». It was a shame...

 

  [Texto 3931]

Helder Guégués às 06:16 | comentar | favorito
Etiquetas: