01
Fev 14

Tradução: «worry beads»

Muçulmano, sim

 

 

   «Se lhe dessem um fio de contas e o colocassem a uma esquina, ninguém suspeitaria por um minuto que era americano» (O Voo das Águias, Ken Follett. Tradução de Isabel Nunes e Helena Sobral. Queluz de Baixo: Editorial Presença, 2013, 3.ª ed., p. 189).

    «Fio de contas» é, no mínimo, ambíguo. Worry beads, como está no original, traduz-se por terço ou rosário.

 

 [Texto 3961]

Helder Guégués às 10:59 | comentar | favorito
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Tradução: «turret»

Para juntar ao «clipe»

 

 

      «Os manifestantes marchavam para cima e para baixo com retratos de Khomeini e punham flores nas cúpulas de tiro dos tanques, enquanto os soldados olhavam passivamente» (O Voo das Águias, Ken Follett. Tradução de Isabel Nunes e Helena Sobral. Queluz de Baixo: Editorial Presença, 2013, 3.ª ed., p. 189).

      Com a tradução de clip por «clipe», em vez de «carregador», que vimos aqui, ficámos logo de pé atrás, e com razão. As «turrets of tanks» são as torres dos tanques.

 

[Texto 3960]

Helder Guégués às 10:44 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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Tradução: «sure enough»

Sem qualquer dúvida que não

 

 

      «Sem qualquer dúvida, nesse dia Dadgar foi à prisão da parte da tarde» (O Voo das Águias, Ken Follett. Tradução de Isabel Nunes e Helena Sobral. Queluz de Baixo: Editorial Presença, 2013, 3.ª ed., p. 185).

      O leitor do Linguagista não tem contexto suficiente para emitir opinião, mas eu posso afirmar que o sure enough do original não pode — evidentissimamente — ser traduzido por «sem qualquer dúvida», mas antes por «efectivamente», «de facto». É um dos tais passos em que o leitor encolhe os ombros e segue. Ou não segue: pára e vai para outro livro.

 

 [Texto 3959]

Helder Guégués às 10:03 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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01
Fev 14

As hesitações do original

Fiel a que ponto

 

 

      «Dois dias depois do Natal, a embaixada telefonou. Tinham conseguido agendar uma reunião para Paul e Bill com o juiz de instrução [examining magistrate] Hosain Dadgar» (O Voo das Águias, Ken Follett. Tradução de Isabel Nunes e Helena Sobral. Queluz de Baixo: Editorial Presença, 2013, 3.ª ed., p. 40). «Poderia ser isso? Um promotor [prosecutor] ultraentusiasta a tentar impressionar os seus superiores, ou talvez os revolucionários, com a sua diligência antiamericana?» (idem, ibidem, p. 184). Claro — é mesmo claro? — que o tradutor tem de acompanhar estes caprichos do autor. A Sra. Nourbash (Mrs., na verdade, como os autores e tradutores nos impõem) ora aparece como tradutora ora como intérprete de Hosain Dadgar.

 

 [Texto 3958]

Helder Guégués às 09:57 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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