17
Mar 14

Tradução: «district»

Nada disso

 

 

   «No caminho de regresso a casa, Dominic declarou-se um tanto surpreendido pela reticência da velha senhora. Sempre ouvira dizer que era a melhor bisbilhoteira do distrito e ficara muito desapontado» (O Estrangulador de Cater Street, Anne Perry. Tradução de Mário Dias Correia. Alfragide: Edições Asa II, 2013, p. 82).

    Nem pensar. É um falso cognato. Da região, talvez mesmo da zona, pois Dominic e Charlotte moram a menos de duas milhas da velha bisbilhoteira. Perto, portanto. (O meu Galaxy S4 diz-me que hoje já andei, eu, sedentário, 7030 passos.) Quanto aos bisbilhoteiros, era puxar-lhes pela língua, isto é, arrancar-lha. Castigo antigo para certos criminosos.

 

[Texto 4236]

Helder Guégués às 23:36 | comentar | favorito
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Léxico: «caixa de luz»

Fiquei a saber

 

 

      «Uma excepção: nesta última foto uma mulher consulta o cartaz na caixa de luz do Ideal» (de uma obra no prelo). Não sabia que se chamava caixa de luz. Aqui também se fala disso.

 

[Texto 4235]

Helder Guégués às 22:01 | comentar | favorito
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Léxico: «verde-floresta»

Fiquem a saber

 

 

      «O fato de montar era verde-floresta, de corte impecável, com gola de veludo» (O Estrangulador de Cater Street, Anne Perry. Tradução de Mário Dias Correia. Alfragide: Edições Asa II, 2013, p. 44). No original: «Her habit was forest green and most exquisitely cut, with velvet on the collar.»

    J. Paul Peter e Jerry C. Olson (Comportamento do Consumidor e Estratégia de Marketing) afirmam que o verde-floresta e o azul-celeste são as cores preferidas dos consumidores pobres.

 

[Texto 4234]

Helder Guégués às 17:36 | comentar | favorito
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Não era para mim

No manners at all

 

 

      Toque enérgico da campainha. «Quem é?» «$#&$5.» «Como disse?» «Agente ***, da Polícia Municipal.» E, sem esperar um segundo, despejou, pelo intercomunicador (verbete que precisa de nova redacção no Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora), tudo o que tinha para dizer. Que pena, não era eu o destinatário do recado. Mas não tive oportunidade de lho dizer. «Com franqueza, o homem não tinha um mínimo de maneiras. Mas também, o que se podia esperar de um polícia? Quem não tem, não pode dar» (O Estrangulador de Cater Street, Anne Perry. Tradução de Mário Dias Correia. Alfragide: Edições Asa II, 2013, p. 71).

 

[Texto 4233]

Helder Guégués às 16:58 | comentar | favorito

«Por que razão»

Amarelo, como o pus

 

 

      «Sugiro, para além do pagamento, que também escrevas um mail aos senhores a justificar porque razão os livros [...] e porque razão só estás a pagar agora para ficar tudo bem esclarecido e “limparmos” a nossa imagem...» Uma professora a escrever assim. Francamente. Não valia mais dedicar-se a alguma tarefa mais consentânea, sei lá, ao tricô? Pobres alunos, pobre língua.

 

[Texto 4232]

Helder Guégués às 08:16 | comentar | favorito
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17
Mar 14

Tradução: «conversationally»

Mais terra-a-terra

 

 

      «– A Emily falou-nos das corridas – disse Caroline num tom coloquial, oferecendo as sanduíches a Ashworth. – Todos achámos fascinante. Só assisti a corridas em duas ocasiões, e ambas há já bastante tempo, no Yorkshire. As de Londres são muito elegantes, segundo me dizem. Conte-nos mais, peço-lhe. Vai com frequência?» (O Estrangulador de Cater Street, Anne Perry. Tradução de Mário Dias Correia. Alfragide: Edições Asa II, 2013, p. 47).

      Talvez nove em cada dez vezes, vejo con­versationally traduzido, mais convincentemente, para «em tom de conversa».

 

[Texto 4231]

Helder Guégués às 08:14 | comentar | ver comentários (2) | favorito
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