18
Mar 14

Tradução: «claret-coloured»

Diz-se dessa cor

 

 

     «A imagem ocorreu-lhe ao espírito: o candeeiro de gás na parede, a arder com um pequeno silvo e a lançar uma luz amarelada sobre o veludo clarete [claret-col­oured]» (O Estrangulador de Cater Street, Anne Perry. Tradução de Mário Dias Correia. Alfragide: Edições Asa II, 2013, p. 135).

   Para o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora, clarete, como adjectivo, é apenas o «designativo do vinho de cor pouco carregada; palhete». Bem, temos de tratar desta falha.

 

[Texto 4240]

Helder Guégués às 23:16 | comentar | ver comentários (1) | favorito

Plural dos nomes compostos

Ora essa

 

 

      «Foi só quando já estava em casa, deitada na cama e a olhar para os padrões claro-escuro que a luz dos candeeiros a gás da rua desenhava no teto, que passou em revista o que acontecera naquela noite» (O Estrangulador de Cater Street, Anne Perry. Tradução de Mário Dias Correia. Alfragide: Edições Asa II, 2013, p. 123).

     Ah, «padrões claro-escuro»... E a concordância do adjectivo com o substantivo, não se faz? Dois adjectivos ligados por hífen, vai o último para o plural: «padrões claro-escuros». Ah, e no original só está «gaslight patterns».

 

[Texto 4239]

Helder Guégués às 22:50 | comentar | ver comentários (7) | favorito
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Conde de Cork

É uma doença, eu sei

 

 

      O químico e filósofo naturalista Robert Boyle era filho do conde de Cork, como se sabe. Há autores portugueses, porém, que acham que não — era filho do Earl of Cork. E é assim que escrevem. Alteramos, e eles voltam a escrever em inglês. Vá lá, não emendam para Earl of the County of Cork. Não queria ser psicólogo para os perceber melhor.

 

[Texto 4238]

Helder Guégués às 14:01 | comentar | favorito
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18
Mar 14

Assim defendem o português

Tudo em inglês

 

 

     «A designer de moda norte-americana L’Wren Scott, conhecida não só pelo seu trabalho mas pelo facto de há cerca de 13 anos ser a companheira do vocalista dos Rolling Stones, foi ontem encontrada morta no seu apartamento em Manhattan. Aos 49 anos, e no que a polícia está a descrever como “aparente suicídio”, a morte da criadora deixou Mick Jagger “completamente chocado e devastado”, segundo um porta-voz do frontman dos Stones» («L’Wren Scott encontrada morta em Nova Iorque», Joana Amaral Cardoso, Público, 18.03.2014, p. 29).

    Frontman... Entre parênteses, Joana Amaral Cardoso podia ter explicado que é «the lead singer of a pop or rock group».

 

[Texto 4237]

Helder Guégués às 08:24 | comentar | ver comentários (7) | favorito
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