23
Mar 14

Sobre «arengar»

Soltar o verbo

 

 

      «O facto de quase sempre se enganarem e de sempre revelarem com emoção 
e tremor aquilo que é óbvio para toda a gente não os perturba,
 nem perturba o público que os venera e ouve. A felicidade da vida deles não se explica: entram com foguetes, “governam” no meio de uma contínua gritaria e saem (enquanto não entram em grandes lugares) para uma espécie de nuvem, donde arengam as massas e criticam com azedume os predecessores» («O triunfo dos falhados», Vasco Pulido Valente, Público, 23.03.2014, p. 56).

      Erra o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora, que regista que o verbo é apenas intransitivo.

 

[Texto 4262]

Helder Guégués às 14:08 | comentar | ver comentários (13) | favorito
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Sobre «aguar»

Outra desaparecida?

 

 

   «De chegada, Calabar dirigiu matreiramente o afundamento de três navios pequenos que aguavam no lugarejo» (Major Calabar, João Felício dos Santos. Rio de Janeiro: José Olympio, 2006, p. 160). Não tenho aqui comigo todos os dicionários que possuo, mas, nos que tenho, não vejo esta acepção em nenhum.

 

[Texto 4261]

Helder Guégués às 12:08 | comentar | ver comentários (3) | favorito
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23
Mar 14

Sobre «leste-alemão»

Raríssimo

 

 

      «Era assim que a guerra devia acabar: com vivas, apertos de mão, dança, bebida e esperança. O dia 25 de Abril de 1945, o lugar a cidade leste-alemã [eastern German] de Torgau, nas margens do Elba, o acontecimento o primeiro encontro dos exércitos, que convergiam de extremos opostos do globo e dividiam a Alemanha nazi ao meio» (A Guerra Fria, John Lewis Gaddis. Tradução de Jaime Araújo. Lisboa: Edições 70, 2007, p. 17).

      Se temos compostos com «sul» e «norte», não estou a lembrar-me de nenhum — de mais nenhum, porque este «leste-alemão» já o tinha visto por aí — com «oeste» ou «leste». Temos alemão-oriental, e deve chegar.

 

[Texto 4260]

Helder Guégués às 09:30 | comentar | favorito
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