24
Mar 14

Uma fraqueza: as regências

Uma certa frouxidão

 

 

      Escreve o autor: «só pelo gosto pelo paradoxo, etc.». Repare: «Não tenho nenhuma gana de escandalizar ninguém, e detesto o gôsto do paradoxo pelo paradoxo, mas, para ser sincero, ainda à custa de umas interjeições e umas ironias alheias, direi que, em assuntos de ensino, como em todos os assuntos de intêresse colectivo, uma certa frouxidão de vontades é providencial» (A Educação na Encruzilhada: Problemas e Discussões, Fernando de Azevedo. São Paulo: Edições Melhoramentos, 1960, p. 215). Para o nosso autor, seria então este horror: «o gosto pelo paradoxo pelo paradoxo».

 

[Texto 4266]

Helder Guégués às 20:29 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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Tradução: «domestic»

Bifecamone puro

 

 

      A ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, em declarações aos meios de comunicação, hoje, em Washington: «Não quero falar sobre assuntos domésticos, já vos tinha dito. Muito obrigada.» Estes jornalistas, francamente... a inquirirem a ministra sobre assuntos relativos à casa ou à vida de família dela. Que lhe terão perguntado? Talvez se era o marido que aspirava a casa, quem sabe?

 

[Texto 4265]

Helder Guégués às 19:43 | comentar | favorito
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Léxico: «negacionista»

Também não é isso

 

 

      Depende. Agora também não vamos fugir do francês como o Diabo da cruz. Não vamos escrever, por exemplo, que o historiador inglês David Irving é négationniste ­— em vez de «negacionista». Esta ainda não está nos nossos dicionários.

      «A acusação considera-o “mandante”, “torturador” e “negacionista” do genocídio. A defesa argumentou que o julgamento foi um “processo político” e que as testemunhas foram movidas pelo ódio. Simbikangwa rejeitou as acusações e declarou não ter visto um único cadáver durante o genocídio» («França condena ruandês por genocídio», João Manuel Rocha, Público, 16.03.2014, p. 31).

 

[Texto 4264]

Helder Guégués às 14:57 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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24
Mar 14

Tradução: «Founding Fathers»

Qual a vantagem?

 

 

      «A liberdade e a justiça, insistiram os Fundadores da Nação [Founding Fathers], só poderiam ser alcançadas através da limitação do poder» (A Guerra Fria, John Lewis Gaddis. Tradução de Jaime Araújo. Lisboa: Edições 70, 2007, p. 19).

       Não vejo qual o problema em traduzir literalmente a expressão, como se faz quase sempre: Pais Fundadores. Claro que é da nação (ou será da pátria?), mas não se vai substituir o que está expresso pelo que está omitido.

 

[Texto 4263]

Helder Guégués às 10:28 | comentar | favorito
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