29
Mar 14

«Síndrome de encarceramento»

Mas fica a tradução

 

 

      «Ele não esteve em coma. Os 
media têm-no dito assim, mas,
 por definição, não se pode
 estar em coma por mais de algumas semanas. Rom Houben foi mal diagnosticado, como outros doentes que vimos em Liège. Quando um doente não mostra movimentos, mesmo
 que esteja consciente, às vezes pode concluir-se erradamente 
que não está consciente e, infelizmente, isto acontece demasiadas vezes. São os casos de locked-in syndrome [síndrome do encarceramento]. Rom Houben estava completamente paralisado desde que tinha tido um acidente e, portanto, não podia dizer aos médicos que estava consciente» (Vanessa Charland-Verville, neuropsicóloga no grupo de Ciência do Coma e Departamento de Neurologia do Hospital Universitário de Liège, Bélgica, entrevistada para o Público. «“As experiências de quase-morte precisam de estudos com seriedade”», Samuel Silva, 29.03.2014, p. 31).

     Perfeito ­— ou talvez não. Imaginem que a entrevistada falou em francês e disse «syndrome d’enfermement»; ou que a entrevista foi em inglês e Vanessa Charland-Verville o disse em inglês, «locked-in syndrome». Em qualquer destes casos, o jornalista não devia usar a designação em inglês.

 

[Texto 4295]

Helder Guégués às 11:05 | comentar | ver comentários (3) | favorito
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Um grande equívoco

Malaios da Malásia!?

 

 

      Já tinha estranhado, mas ainda não tinha dedicado uns minutos ao caso. Até que hoje me chamaram a atenção para este texto. Em Espanha, a Fundéu também já fez uma recomendação: «Malasio es la forma preferible para mencionar a los habitantes de Malasia y lo relacionado con este país, y malayo es el nombre recomendado para hablar de su lengua oficial.

      En las informaciones sobre el avión desaparecido en Asia se utiliza con frecuencia la palabra malayo como gentilicio: “Las autoridades malayas han desmentido que se hayan encontrado restos del aparato o “Avistados unos restos que podrían ser del avión malayo desaparecido”.

      La Ortografía de la lengua española recoge el gentilicio malasio para los naturales de ese país, y el Diccionario panhispánico de dudas también lo señala como el más apropiado, si bien recoge que se usa en ocasiones la forma malayo. Esta, explica, designa en sentido estricto a los individuos de una etnia de la zona y también a la lengua que hablan, que es la oficial en el país. De acuerdo con esto, en los ejemplos anteriores habría sido recomendable escribir “Las autoridades malasias han desmentido que se hayan encontrado restos del aparato y Avistados unos restos que podrían ser del avión malasio desaparecido”.

      Respecto al nombre del país, cuya denominación oficial es Federación de Malasia, la forma tradicionalmente usada en español es Malasia, y no MalaysiaMalaisia ni Malaya, que se emplean con alguna frecuencia en los medios de comunicación.»

 

[Texto 4294]

Helder Guégués às 10:25 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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Como se fala na televisão

Muito escorregadia

 

 

      João Adelino Faria: «Uma forte queda de granizo caiu também sobre a A23, a Auto-Estrada da Beira Interior, ao final da tarde» (Telejornal, 28.03.2014). Este é o mundo como o conhecíamos já antes da tróica: as quedas a caírem, os desmoronamentos a desmoronarem-se, os asnos a asnearem. Vai ser muito difícil habituarmo-nos a outra vida.

 

[Texto 4293]

Helder Guégués às 10:11 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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29
Mar 14

Como se escreve nos jornais

Fica mais compostinho, é isso?

 

 

      Não têm revisão, isso já percebemos, mas o jornalista não relê o que escreve? «Não foi um concerto isento de falhas: um feedback não-desejado invadindo aqui e ali as colunas, o dueto virtual com Lisa Kekaula que Tigerman interrompeu porque a vocalista dos Bellrays estava projectada no ecrã mas a sua voz não se ouvia. Nada que atemorizasse o homem em palco. Parar ou recomeçar não era hipótese» («O esplendor de um Tigerman à solta», Mário Lopes, Público, 29.03.2014, p. 30).

 

[Texto 4292]

Helder Guégués às 09:48 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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