01
Mar 14

«Revved the engine»

Ainda no carro

 

      «Kolovas-Jones fechou com força a porta do carro, embalou o motor e saiu em marchas-atrás do lugar de estacionamento, com um ar carracundo» (Quando o Cuco Chama, Robert Galbraith. Tradução de Ana Saldanha, Maria Georgina Segurado e Rita Figueiredo. Queluz de Baixo: Editorial Presença, 2013, 2.ª ed., p. 122). «Wilson raised his hand in farewell. Kolovas-Jones slammed the car door, revved the engine and reversed out of the parking space, scowling.»

      É o que se lê nos dicionários, embalar o motor, mas creio que nunca antes tinha ouvido ou lido.

 

[Texto 4153]

Helder Guégués às 13:18 | comentar | ver comentários (3) | favorito
Etiquetas:

«Destravar/destrancar»

Não as de um carro

 

      «Apressou o passo muito ligeiramente, chegando ao seu automóvel à frente dos outros e destravando as portas» (Quando o Cuco Chama, Robert Galbraith. Tradução de Ana Saldanha, Maria Georgina Segurado e Rita Figueiredo. Queluz de Baixo: Editorial Presença, 2013, 2.ª ed., p. 121).

    Há portas que, além de fechadura, têm, é verdade, travão, e então será necessário destravá-las e destrancá-las; mas, neste caso, certamente com um comando, só pode ter destrancado as portas.

   «He increased his pace very slightly, reaching the car ahead of the other two and unlocking it.»

 

[Texto 4152] 

Helder Guégués às 12:54 | comentar | ver comentários (1) | favorito
Etiquetas:
01
Mar 14

«To be in your shoes»

Inglês na ponta da língua

 

      No episódio de ontem da série Bem-Vindos a Beirais, «Papamóvel», a beata Olga foi surpreender o padre Justino no gabinete a ensaiar posições com um solidéu branco em frente da fotografia do Papa Francisco. Escandalizada, a beata acusou o padre de ceder à soberba, mas o sacerdote desculpou-se prontamente: «O que eu estava a fazer era tentar colocar-me nos sapatos dele, que é um exercício que eu faço muitas vezes.» Isto é inglês com palavras portuguesas. Não é assim que dizemos, mas, por exemplo, «pôr-me no lugar dele» ou «pôr-me na pele dele». Os argumentos não deviam ser revistos, como qualquer outro texto para publicar?

 

[Texto 4151]

Helder Guégués às 08:38 | comentar | ver comentários (1) | favorito
Etiquetas: