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Linguagista

Maiúscula nos gentílicos

Non capisco

 

 

      «Sem a batalha naval entre Venezianos e Genoveses, [sic] travada a 7 de Setembro de 1298 no estreito de Curzola – uma ilha do Adriático –, Marco Polo talvez nunca tivesse escrito o seu Livro das Maravilhas (em italiano, Il Milione)» (Veneza: Percursos com Corto Maltese, Hugo Pratt, Guido Fuga e Lele Vianello. Tradução de Paula Caetano. Alfragide: Edições Asa II, 2011, p. 13).

     Está certíssimo, como já tenho dito e sempre pratico. Mas uma coisa é certa: ou é o autor ou o tradutor que escrevem assim, ou ninguém se atreve a alterar. Essa é que é essa. Mero exemplo de um poder discricionário tácito.

 

[Texto 4653]

Tradução: «pli du mépris»

Excepto em traduções

 

 

      Qual será a melhor tradução de «pli du mépris»? «Prega/vinco/ruga de desdém»? Os dois últimos agradam-me mais, e, se estabelecermos analogia com outras expressões, são estas últimas palavras que encontramos. Por exemplo, podemos ter «um vinco de preocupação na testa», ou «uma ruga de preocupação na testa», mas não, nunca vi nem ouvi, «uma prega de preocupação na testa».

 

[Texto 4652]

Tradução: «milliard»

Nem tanto nem tão pouco

 

 

      Aqui, tinha visto milliard mal traduzido — por biliões! Esta semana, vi-o traduzido por milhões. Nem tanto nem tão pouco: milliard é por milhar de milhão que se deve traduzir. Assim, «80 milliards de dollars» são «80 mil milhões». E isto está nos dicionários, o que não está no hábito de quem traduz é comprovar nos dicionários o que julga saber.

 

[Texto 4651]

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