06
Mai 14

Fora dos dicionários

Primeira colheita

 

 

      «Sujeito que puxe do assunto em jantar de amigos é logo considerado um chato, um quadradão, um bota-de-elástico que quer falar de cenas neandertalianas como fronteiras, geografia e porradaria. [...] É um massacre de notícias e pseudo-notícias, é um caudal imenso e não filtrado, passa tudo porque perdemos a noção de hierarquia, perdemos o cheiro pelas [sic] histórias que interessam. [...] Na última década, os jornais tornaram-se ecos do ruído internético» («O Expresso encontrou a Ucrânia», Henrique Raposo, Expresso Diário, 6.05.2014).

  Não é o único, mas tomado como referência: o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora não regista «neandertaliano» (mas sim «neandertalense»), nem «porradaria» (que Guerra Junqueiro, por exemplo, usa no poema Pátria), nem «internético», que faz falta, pois não temos outro adjectivo relativo à Internet.  «Pseudo-notícias» será para demonstrarem logo no primeiro número que não têm revisão. É um de vários erros e incongruências. No entanto, gostei de ler este primeiro número.

 

[Texto 4514]

Helder Guégués às 21:56 | comentar | ver comentários (6) | favorito

Traduzir

Changing only the bare minimum

 

 

      Disse-o o tradutor e poeta espanhol Antonio Díez Férnandez: «However, translating novels is more like building something, putting one brick on top of another until the wall is built. In any case the translator has to be like a ghost, passing by almost without trace, changing only the bare minimum.» Por cá, há outras teorias...

 

[Texto 4513]

Helder Guégués às 17:08 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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06
Mai 14

«Descrição/discrição», de novo

Velha e nova

 

 

   «Apesar da insistência das autoridades inglesas para que haja um trabalho conjunto, a PJ vai continuar com a sua linha de investigação, com reserva e descrição» («Ingleses vão fazer escavações no Ocean Club», Alfredo Teixeira, Diário de Notícias, 6.05.2014, p. 19).

    Confusões é com eles. Ando eu aqui a falar de Patientenverfügungen e de Lebenswelt, mas os erros ainda são os de sempre, os básicos. E hoje lá temos um novo jornal, o Expresso Diário, vespertino. Pena não ser em papel. Estou farto de coisas impalpáveis.

 

[Texto 4512]

Helder Guégués às 09:02 | comentar | favorito
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