19
Mai 14

Os «blintzes» são...

Como vos aprouver

 

 

      «N. da T.: Pastrami – carne magra curada e muito condimentada; blintzes – uma espécie de panquecas recheadas; tsimmes – um guisado de legumes e frutos» (A Questão Finkler, Howard Jacobson. Tradução de Alcinda Marinho. Porto: Porto Editora, 2011, 2.ª ed., p. 220). Se a tia Ester soubesse, a dizer que os blintzes são uma espécie de panquecas... caía o Carmo e a Trindade, e talvez até o Muro das Lamentações. Esperem, a tradutora vai reconsiderar: «Não obstante, a ideia de servir chá das cinco especificamente judeus [sic] atraiu Treslove, que aprendera a chamar kuchen aos bolos e blintzes aos crepes recheados de natas ou compota» (idem, ibidem, p. 236). O revisor também anda a precisar de umas cápsulas de Memofante. («Chá das cinco» é coisa nossa; os Ingleses têm os afternoon teas.)

 

[Texto 4593]

Helder Guégués às 11:17 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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19
Mai 14

Dois apóstrofos

E gente simples

 

 

      «Em plena campanha europeia, António José Seguro vestiu uma T-shirt (alô, gente simples, ele não vestiu nada, é só uma imagem, ?), dizendo (alô, ele disse mesmo, ?): “Não aumentaremos os impostos.” Quatro palavrinhas, não podia ser mais claro. Seguro não aumentará os impostos. Claríssimo. E, no entanto, a frase limpa e cristalina não quer dizer nada. Sobretudo aos portugueses, a quem um Passos já lhes ensinou a vacuidade de uma frase dessas num Portugal destes tempos» («Seguro não aumentará impostos», Ferreira Fernandes, Diário de Notícias, 19.05.2014, p. 48).

    Para reproduzir formas coloquiais, costuma usar-se o apóstrofo: ’tá, ’teve, etc. Claro que Ferreira Fernandes tem razão. Também eu, que não sou comentador, por vezes tenho de vir explicar que era ironia, que estava a brincar. Gente simples.

 

[Texto 4592] 

Helder Guégués às 10:50 | comentar | favorito
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