26
Mai 14

«Situation room»!

Não precisavam

 

 

      «A sala não tem uma situation room e Marinho e Pinto não tem como se esconder. A comissão política do partido [MPT] reúne-se numas cadeiras à frente de todos e da televisão» («“O ordenado é excessivo. Espero gastá-lo bem”», Rui Gustavo, Expresso Diário, 26.05.2014).

     Pelo visto, não precisou, tal como o jornalista não precisava da locução inglesa. Uma situation room, dizem os dicionários de língua inglesa, é «a room at a military or political headquarters where the latest information on a military or political situation is channeled».

 

[Texto 4627] 

Helder Guégués às 21:49 | comentar | ver comentários (2) | favorito
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Ortografia: «palmiê»

Até ao fim

 

 

      «Cada receita tem uma foto de página inteira, o que aumenta a vontade de as experimentar. Dos palmiês de coco com Nutella aos crepes de mango e Nutella, há soufflés, chupa-chupas, bolinhos, trufas e tarteletes» («Nutella: The 30 Best Recipes», Expresso Diário, 26.05.2014).

     Palmiês. Nem os dicionários chegaram a tanto, mas não me parece mal, tanto mais que até Saramago usou esta grafia. O que me parece é que quem escreve «palmiê» tem de escrever, se for no mesmo texto, «suflê».

 

[Texto 4626]

Helder Guégués às 21:33 | comentar | favorito

Os Lencastres, os Tudores...

Nunca será normal

 

 

      «Primogénita do rei Eduardo IV, líder da fação “branca” da Guerra das Rosas (os Lencastres usavam a flor vermelha), teria sucedido ao pai caso não tivesse nascido mulher. […] Quando Henrique venceu Ricardo III na batalha de Bosworth Field (“o meu reino por um cavalo”, imortalizaria Shakespeare) e se tornou Henrique VII, casar com Isabel tornou-se crucial para pacificar o país (unindo as duas rosas na rosa bicolor dos Tudor) e reforçar a legitimidade dos seus mais questionáveis direitos dinásticos, que vinham de ramo ilegítimo» («A mulher a quem Inglaterra deve os Tudor», Pedro Cordeiro, Expresso Diário, 26.05.2014).

      Os Lencastres e os Tudores, evidentemente. Ficou, e não pode ser, a meio caminho.

 

[Texto 4625]

Helder Guégués às 21:13 | comentar | favorito
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Ortografia: «blasé»

Agora é o normal

 

 

      «Se o pecado do primeiro grupo é a pose jacobina e grave, o pecado deste segundo grupo é um certo ar blazé» («Votem na vossa rua, não no vosso país», Henrique Raposo, Expresso Diário, 26.05.2014).

   Não podemos ficar indiferentes ao «blazé», não é? O pior de tudo, porém, é a troca dos pronomes e respectivas formas verbais. Eu bem sei que até alguns (a maioria?) professores de Português falam assim.

 

[Texto 4624]

Helder Guégués às 20:56 | comentar | ver comentários (4) | favorito

Ortografia: «estocada»

Os bons modelos, eu não disse?

 

 

      «O abandono de Rui Tavares a meio do mandato no Parlamento Europeu pesou. E em plena campanha, o anúncio do apoio de Joana Amaral Dias ao PS deu a estucada final. O PS tem de se repensar, se não quiser submergir de vez nas próximas legislativas» («Vencedores e vencidos em Portugal», Público, 26.05.2014, p. 15).

    Parece-me que não é apenas o PS que tem de fazer esse exercício, e urgentemente.

 

[Texto 4623]

Helder Guégués às 10:43 | comentar | favorito
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26
Mai 14

Agora «implementam» tudo

Não merecíamos isto

 

 

      «Pour pouvoir s’implanter et jouer leur rôle, etc.» Para o tradutor, é canja: «Para se poderem implementar e desempenhar o seu papel, etc.» Tradutores, jornalistas... acho que já não há esperança. Têm aqui um bom modelo, os falantes que já dizem «implementação» da República.

 

[Texto 4622]

Helder Guégués às 09:52 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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