«Making the Green One red»

Pode ser que ninguém repare

 

 

      «Di Giovanni contesta também a erudição de Borges recordando uma ocasião em que eles estavam a discutir Macbeth: “Estranhamente ele compreendeu mal as palavras ‘tornando o verde em vermelho’. Disse-me uma vez: ‘Olhe, Di Giovanni, Shakespeare personificou o mar.’ Borges lia ali ‘Tornando o verde em vermelho’.” Assim era, de facto, e muitos diretores de teatro inteligentes também optaram por essa interpretação comum» («Borges biografado por um dos seus tradutores», K. Jackson, tradução de Cristina Queiroz, «Quociente de Inteligência»/Diário de Notícias, 31.05.2014, p. 10).

      Ou seja?... Pois é, não se percebe. No original está assim: «Di Giovanni quibbles with Borges’s scholarship, too, recalling an occasion when they were discussing Macbeth: ‘Strangely, he misunderstood the words “making the green one red.” He once said to me, “Look, di Giovanni, Shakespeare has personified the sea.” Borges was reading it, “making the Green One red.”’ Indeed he was, and plenty of intelligent theatre directors have also chosen to favour that common interpretation.» Querem ver que não temos recursos para traduzir a frase?

 

[Texto 4654] 

Helder Guégués às 12:12 | comentar | ver comentários (4) | favorito
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