18
Jun 14

«Vicariato» é mais do que isso

A mesma solução

 

 

   «[…] os vinte e quatro anos, odiava a ideia de se enterrar num vicariato com o futuro enlaçado num marido trintão que lhe faria um rancho de filhos». (Não interessa a que obra pertence.) No Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora, falta esta acepção, como também faltava, devem recordar-se, em «priorado».

 

[Texto 4730]

Helder Guégués às 16:50 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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Como se escreve nos jornais

Não há imaginação para mais

 

 

      «Antes de entrar na sala os nervos dominavam. Mas no momento em que pousou os olhos no enunciado do exame suspirou de alívio, afinal não havia excertos d’Os Lusíadas ou do Auto da Barca do Inferno para analisar. A reação de Francisco Patrício repetiu-se em muitas outras salas de aula onde ontem 90 592 alunos do 9.º ano fizeram a prova final de Português. Pela primeira vez na história dos exames não saíram excertos destas obras, para alívio dos estudantes e surpresa dos alunos e dos professores» («Pela primeira vez exames sem Camões nem Gil Vicente», Ana Bela Ferreira, Diário de Notícias, 18.06.2014, p. 14).

   «Para alívio dos estudantes e surpresa dos alunos»... Não há imaginação para escrever melhor.

 

[Texto 4729]

Helder Guégués às 14:40 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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18
Jun 14

«Tuíte, tuiteiro»

Afinal, usam-se

 

 

     «“Aprendi [sic] lição: nunca manipular Twitter e mail pessoal ao mesmo tempo durante jogo de futebol.” Mais de um dia após o tuíte polémico, no intervalo do Portugal-Alemanha, em que dizia “Vergonha de ser português? Quase...”, o embaixador da União Europeia nos EUA, João Vale de Almeida, retratou-se no mesmo meio, logo após [sic] ser contactado pelo DN. Segundo Vale de Almeida, “estava a ver o jogo com uns amigos, e em contacto com outros por e-mail, e um perguntou se não tinha vergonha de ser português. Na confusão, aquilo que era suposto [sicser uma resposta pessoal a um mail saiu no Twitter.” Lamentando o que classifica como “uma manipulação infeliz”, explica o facto de não ter assumido logo o erro por “não ter percebido o impacto que teve em Portugal.” E prossegue: “O que conta são os tuítes em inglês. A mensagem que conta é a que passei aos americanos: a nossa equipa vai dar a volta.” A existência de 15 respostas indignadas de tuiteiros portugueses, em que a mensagem mais repetida é “despedido” (há também ironia: “Antes fosse vergonha pelo desemprego, pelos cortes na solidariedade social. Se é pelos quatro da Alemanha, tudo bem”), terá passado despercebida ao diplomata» («Vale de Almeida diz que tuíte polémico foi “erro”», F. C., Diário de Notícias, 18.06.2014, p. 10).

 

[Texto 4728] 

Helder Guégués às 13:31 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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