24
Jun 14

O pior é o abuso

Acho que nunca

 

 

   No original está «par des méthodes de respiration et de relaxation», que o tradutor verteu por «através de métodos de respiração e de relaxação». Corrijo — mas alguma vez vão aprender? Quand les poules auront des dents.

 

[Texto 4761]

Helder Guégués às 22:05 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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«Branca do ovo»

Está bem acompanhada

 

 

      Nunca ouvi a minha sogra dizer «clara de ovo», mas sempre «branca do ovo». Será regionalismo ou localismo? Bem, os Franceses dizem blanc d’œuf.

 

[Texto 4760]

Helder Guégués às 21:07 | comentar | favorito
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Léxico: «trigo-duro»

Vamos ver se muda

 

 

      Ah, os dicionários… Tradução de boulghour? Pois. Já que ando aqui às voltas com variedades de trigo, frumento, quinoa, etc., repare-se: o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora regista «trigo-mole», e remete para «trigo-gigantil», porque é uma subespécie da espécie trigo; no entanto, não regista, como seria de esperar, «trigo-duro» (Triticum durum Desf.), uma das variedades mais difundidas hoje em dia.

 

[Texto 4759]

Helder Guégués às 20:57 | comentar | ver comentários (3) | favorito
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Tradução: «en ciernes»

Não podíamos

 

 

   «La tramitación del proyecto de ley por el que se concederá la nacionalidad a los sefardíes avanza sin que ni el Gobierno ni las comunidades judías sean capaces de vislumbrar la magnitud de la reparación histórica en ciernes» («Nadie sabe cuántos volverán a Sefarad», Ana Carbajosa, El País, 23.06.2014, p. 16).

    Se nem no dicionário da Real Academia Espanhola encontramos a expressão, não podíamos esperar encontrá-la no Dicionário de Espanhol-Português da Porto Editora. Significa algo como «apenas no início». A jornalista refere depois, como seria inevitável, o haketia e o ladino, a língua falada pelos judeus da Península Ibérica, acepção que o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora esquece, pois só dá como sinónimos de «ladino» rético e romanço. O haketia ou haquetia é o dialecto (ágrafo, como o ladino) dos judeus espanhóis de Marrocos.

 

[Texto 4758]

Helder Guégués às 20:00 | comentar | ver comentários (2) | favorito
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«Sob/sobre»

Subcinerício

 

 

      «Era, afinal, um Ronaldo sob brasas, que na segunda parte, dado [sic] a recuperação dos EUA, se resignou tendo em conta o que disse, cerca de uma hora e meia depois, já com a cabeça mais fria, depois de um controlo antidoping. “Não podíamos esperar ser campeões do mundo. Era uma ilusão”, disse, mas seis dias antes, na véspera do jogo com a Alemanha, tinha feito uma declaração em sentido inverso: “Este vai ser o ano de Portugal.”» («CR7 irritou-se, foi polémico e deixou ambiente mais tenso», Carlos Nogueira, Diário de Notícias, 24.06.2014, p. 19).

      Não digo que não se possa estar debaixo de brasas, mas normalmente está-se em cima de brasas, sobre brasas.

 

[Texto 4757]

Helder Guégués às 10:25 | comentar | ver comentários (2) | favorito
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24
Jun 14

Dezassete línguas

Correctamente

 

 

   «Glym Uvzell (84 anos) veio para Portugal quando se reformou da profissão de professor de pintura em Inglaterra. Era proprietário de uma galeria de arte, em Lagoa, onde expunha as obras que pintava. O companheiro Paul F. (73), natural da Suíça, também veio para Portugal quando se reformou da profissão de professor de línguas. “Falava corretamente 17 idiomas diferentes”, revelou a senhora que ia fazer a limpeza à casa» («Um professor de pintura e um de línguas», Miguel Ferreira, Diário de Notícias, 24.06.2014, p. 14).

      Dezassete línguas, e correctamente... Anda aqui uma pessoa uma vida inteira a tentar decifrar só uma e o que sabemos é que nada sabemos.

 

[Texto 4756]

Helder Guégués às 10:13 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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