03
Jun 14
03
Jun 14

Sobre «stand»

Pois é

 

 

      «Ninguno de los dos acudirá [Soledad Puértolas e Eduardo Mendoza] a la 73.ª Feria del Libro de Madrid. Pero el destino les ha organizado un encuentro literario, tal vez compartiendo caseta, ella hablando a través de Nostalgia de los demás y él de Sin noticias de Gurb» («Así nace y se hace un libro», Winston Manrique Sabogal, El País, 2.06.2014, p. 47).

  Cá, andamos às voltas com «stand», «stande», «estande» (no Brasil); por vezes, mas não muitas, usa-se «pavilhão». Em Espanha, usam, como podem ver, caseta. De casa, caseta.

 

[Texto 4665]

Helder Guégués às 10:44 | comentar | ver comentários (1) | favorito
Etiquetas:
02
Jun 14

Tradução: «crypt»

Não para mim

 

 

      «Sugerira tomarem um copo para festejar o aniversário de Treslove no bar que havia na cripta [crypt] do teatro» (A Questão Finkler, Howard Jacobson. Tradução de Alcinda Marinho. Porto: Porto Editora, 2011, 2.ª ed., p. 305).

      Cripta? Não sei; o Teatro Nacional D. Maria II, por exemplo, tem cave, onde estão o arquivo e a biblioteca. Cripta faz-me logo pensar em igrejas, não em teatros.

 

[Texto 4664]

Helder Guégués às 20:47 | comentar | favorito
Etiquetas:

O AO90 assassinado

A sequência consonântica -ct- já era

 

 

      «Os alérgicos à latose, mais de 30 por cento da população, já podem comer requeijão. Esta nova “massa comestível formada de nata coalhada pela ação do calor” (como explica o dicionário) também não possui glúten, é feita à base de leite de amêndoa e foi apresentada pelo seu criador, o chefe António Mauritti, no Museu do Queijo, na Covilhã» («Requeijão para alérgicos», Expresso Diário, 2.06.2014).

     Nesse tal dicionário também está «latose»? Que latosa! Deve ter sido importado da China, e por isso é melhor comprarem um decente.

 

[Texto 4663]

Helder Guégués às 19:03 | comentar | ver comentários (2) | favorito
Etiquetas: ,

«Palácio Ratão»

Ratões e ratonas

 

 

      O último interveniente de hoje do programa Antena Aberta foi uma senhora, de sua graça Elisa, apenas para «dar os parabéns aos juízes do Palácio Ratão». É o que resta do povo, temos de ouvir estes programas.

 

[Texto 4662]

Helder Guégués às 13:42 | comentar | ver comentários (2) | favorito
Etiquetas:

Abreviatura de «santos»

S., no plural

 

 

     «SS. Giovanni e Paolo, Igreja 18» (Veneza: Percursos com Corto Maltese, Hugo Pratt, Guido Fuga e Lele Vianello. Tradução de Paula Caetano. Alfragide: Edições Asa II, 2011, p. 159).

   Ah, sim, é só isto: a abreviatura de «santos». Para o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora, e para outros dicionários, SS é somente a sigla de «Segurança Social» ou de «Schutzstaffel», o Esquadrão de Protecção nazi. Já aqui vimos outra abreviatura com reduplicação, FFAA. E não escrevemos «pp.» para abreviatura de «páginas»? Em castelhano também é assim: CCOO, EEUU, FFAA...

 

[Texto 4661]

Helder Guégués às 13:40 | comentar | favorito
Etiquetas: ,

Léxico: «Crucíferos»

Mas por precaução

 

 

  «Os Crociferi gabavam-se de que as suas origens remontavam aos primeiros cristãos, mas não existem documentos que o provem» (Veneza: Percursos com Corto Maltese, Hugo Pratt, Guido Fuga e Lele Vianello. Tradução de Paula Caetano. Alfragide: Edições Asa II, 2011, p. 16).

   Não sei como está no original, é certo, mas devo dizer que em português é Crucíferos. Ordem dos Crucíferos da Cruz Vermelha ou da Estrela Vermelha (Ordo Militaris Crucigerorum cum Rubea Stella).

 

[Texto 4660]

Helder Guégués às 13:13 | comentar | favorito
Etiquetas:

«Dogaresa» ou «dogaressa»?

Afinal

 

 

      «Várias gerações de uma das mais antigas e ilustres famílias da cidade – os Morosini (4 doges, 3 dogaresas e 2 rainhas) – viveram neste bairro medieval» (Veneza: Percursos com Corto Maltese, Hugo Pratt, Guido Fuga e Lele Vianello. Tradução de Paula Caetano. Alfragide: Edições Asa II, 2011, p. 11).

      É como também se lê no Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora, que nem sequer tem verbete independente. Mas não devia ser «dogaressa»? O étimo italiano é dogaressa, que é também como José Pedro Machado regista no seu Grande Dicionário da Língua Portuguesa.

 

[Texto 4659]

Helder Guégués às 11:19 | comentar | ver comentários (2) | favorito
Etiquetas:
02
Jun 14

«Attaché de presse»/«conseiller en communication»

Tudo evidente, mas...

 

 

      Como traduzir attaché de presse? Por «adido de imprensa» ou «assessor de imprensa», talvez. «Adido» está muito ligado ao funcionário diplomático para uma área específica numa embaixada. Por exemplo, adido cultural. Mas «adido» também é o «funcionário agregado a outro, como auxiliar, ou que não pertence ao quadro de efectivos» (seguindo a definição do Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora). E conseiller en communication, como devemos traduzir? Não, decerto, também por «assessor de imprensa», mas sim por «conselheiro de comunicação». Não pode ser chapa cinco, não é?

 

[Texto 4658]

Helder Guégués às 11:18 | comentar | favorito
Etiquetas: