05
Jul 14

Sobre «placa»

Era bom sabermos

 

 

      «Um homem foi detido por ter entrado sem autorização na placa do Aeroporto de Lisboa. O indivíduo, holandês, “foi detido dentro do perímetro do aeroporto, e o caso foi entregue às autoridades policiais”, disse o porta-voz da ANA, Rui Oliveira. O comissário Rui Costa, porta-voz do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, disse à Lusa que o indivíduo foi encontrado, cerca das 22.30 de quinta-feira, e detido por intrusão em lugar vedado ao público e que estava na posse de uma faca» («Holandês detido junto a avião angolano», Diário de Notícias, 5.07.2014, p. 19).

      É, sem dúvida nenhuma, como se costuma dizer — mas que acepção é esta nos dicionários? É o «elemento de construção em betão armado de forma laminar; laje», como se lê no Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora?

 

[Texto 4799]

Helder Guégués às 14:15 | comentar | ver comentários (2) | favorito

Pórticos... ingleses

Tem de ser bilingue

 

 

      «Na prática, são duas as classes de aeronaves – Vintage e Extreme – que vão percorrer, este fim de semana, o percurso desenhado entre a baía de Cascais e a praia do Tamariz e assinalado por seis pylons (pórticos) insufláveis que servirão de demarcação de volta. Hoje, a ação decorre entre as 11.00 e as 16.15; amanhã, entre as 11.50 e as 17.30» («Treinos de aviões ‘acrobáticos’ desiludem na baía de Cascais», Inês Banha, Diário de Notícias, 5.07.2014, p. 18).

 

[Texto 4798]

Helder Guégués às 14:07 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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05
Jul 14

Ortografia: «sotor»

Doutores e engenheiros

 

   «“Oh sô tôr, sô tôr”, “por amor de Deus, senhor engenheiro” ou “senhor arquiteto, até levo a mal” são frases retiradas de sketches dos Gato Fedorento, em que o grupo de humoristas ironiza o Portugal dos “doutores e engenheiros”. A caricatura desta faceta tão portuguesa pode muito bem estar em vias de extinção. Torre de Moncorvo deu o primeiro passo e tornou-se ontem a primeira autarquia a abolir os títulos académicos tanto na câmara como na assembleia municipal. […] Mas apesar de esta decisão ser vista pelo sociólogo Manuel Villaverde Cabral como “um processo normal”, ainda faz diferença em Portugal ser-se tratado por “doutor”. Daí a titulocracia ser tão nacional como a saudade. “Já me aconteceu ser tratado de forma negativa porque não apresentei nenhum título académico”, admite Paulo Castro Seixas» («Portugal dos doutores e engenheiros em vias de extinção», Ana Bela Ferreira, Diário de Notícias, 5.07.2014, p. 14).

    Mas não é «sotor» que habitualmente se escreve? Que não vejo no Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora...

 

[Texto 4797] 

Helder Guégués às 13:34 | comentar | ver comentários (2) | favorito