Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Linguagista

Sobre «quartel»

Falta em quase todos

 

 

      «O que nós queremos é um debate intenso neste último quartel deste ano que permita que essa reforma venha ainda a tempo do próximo ciclo. O País precisa de profundas reformas» (deputado centrista Ribeiro e Castro em declarações à Antena 1, 24.08.2014).

    Poucos dicionários acolhem esta acepção de quartel: a quarta parte do ano, trimestre. E a verdade é que também nem todos registam a acepção mais conhecida relacionada com períodos de tempo, o período de vinte e cinco anos.

 

[Texto 4993]

«Guerrismo/guerrista»

Belicismo

 

 

      «Após garantir [sic] o financiamento de alguns grandes proprietários alentejanos, nomeadamente António Sousa Fernandes (que se opunham à política “guerrista” de Afonso Costa, contestando em particular o tabelamento dos preços agrícolas que restringiam as margens de lucro), o golpe avança na noite de 5 de Dezembro de 1917, com a participação decisiva de unidades militares que se preparavam para seguir para a frente de combate» («O regime presidencialista que anunciou o fim da República. Sidónio», Paulo Curado, «I Grande Guerra»/Público, 24.08.2014, p. 4).

      «O belicismo do Reizinho – ou o seu “guerrismo”, como então se dizia – havia de custar-lhe, nos anos seguintes, muitas críticas dos monárquicos, em contraste com os elogios dos republicanos ao “patriotismo” de D. Manuel» (A Amante do Reizinho & Outras Histórias de D. Manuel II, Vasco Duprat. Alfragide: Oficina do Livro, 2012, p. 127).

 

[Texto 4992]

Léxico: «policiário»

Fernando Pessoa

 

 

      «O termo Policiário foi desenvolvido pelo Sete de Espadas, a partir
 da [sic] designação que foi dada por Fernando Pessoa que em carta escrita ao seu amigo Adolfo Casais Monteiro referia que estava a trabalhar numa novela policiária, supostamente “O Roubo na Quinta das Vinhas”. Esta carta, de 13 de Fevereiro de 1935, foi o ponto de partida para a designação do nosso passatempo» («O Policiário em tempo de férias: Évora 2012», Luís Pessoa, Público, 24.08.2014, p. 43).

 

[Texto 4991]

Pág. 1/34