07
Ago 14

Léxico: «etograma»

E outro

 

 

   Não é o único, mas o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora não regista «etograma», o inventário ou lista de comportamentos usado em etologia. «Queria pesquisar ecograma?», pergunta-me a versão em linha.

 

[Texto 4913]

Helder Guégués às 16:40 | comentar | ver comentários (1) | favorito
Etiquetas:

Léxico: «pica-miolos»

Sem ofensa

 

 

       «E porque acha que aconteceu esta crise?», perguntou o jornalista a Rondão de Almeida, vereador sem pelouros na Câmara Municipal de Elvas. «Não sei. A única discórdia em nove meses teve que ver com uma visita a Elvas de membros do Governo para assinar a transferência de prédios militares. Não era a altura adequada, porque havia sempre confusão onde iam governantes. E ele aceitou. Os pica-miolos é que são os culpados da crise na Câmara de Elvas. Houve muitos ao longo deste tempo e um deles está hoje nomeado como [sic] chefe de gabinete. É um ex-comunista» («“Os pica-miolos é que são os culpados da crise em Elvas”», Roberto Dores, Diário de Notícias, 7.08.2014, p. 48).

 

[Texto 4912]

Helder Guégués às 15:08 | comentar | favorito
Etiquetas:

Sobre «emérito»

Se há dois galos, um é «emérito»

 

 

      «O rei Juan Carlos, que abdicou do trono em junho a favor do filho, Felipe VI, estará hoje em Bogotá na tomada de posse de Juan Manuel Santos, que inicia o seu segundo mandato como Presidente colombiano. O antigo monarca inverte assim os papéis com o filho que, nos últimos anos, enquanto príncipe das Astúrias, representou Espanha em 69 tomadas de posse de líderes latino-americanos» («Rei emérito na posse de Santos», Diário de Notícias, 7.08.2014, p. 22).

    Interessa o título: «Rei emérito na posse de Santos». Ou melhor, uma parte dele: «rei emérito». Com a renúncia do Papa Bento XVI, foi inaugurada a moda: se há dois galos — papas, reis, bispos, o que for — o antigo é «emérito».

 

[Texto 4911]

Helder Guégués às 08:52 | comentar | ver comentários (2) | favorito
Etiquetas: ,
07
Ago 14

Travessa da Palha

Vulgo

 

 

   «E, como o negócio já teve melhores dias, também se vendem carimbos e tiram fotocópias. “Fomos introduzindo outros artigos, uma pessoa tem de inovar”, explica Margarida. Foi o avô do seu marido que inaugurou o espaço em 1883. António Cardoso, o fundador, trabalhou como alfaiate em São Pedro do Sul e resolveu migrar para a capital. Abriu a Alfaiataria A. Cardoso na Travessa da Palha, como então se chamava a Rua dos Correeiros» («Abramovich comprou aqui bandeiras da Rússia», Céu Neves, Diário de Notícias, 7.08.2014, p. 16).

      Era mesmo o antigo nome da Rua dos Correeiros? Não me parece. Se o topónimo foi oficializado por portaria pombalina de Novembro de 1760, em 1883 não se chamava Travessa da Palha. «Rua dos Correeiros (vulgo Travessa da Palha)», é como escreveu o olisipógrafo Norberto Araújo. Daqui a uma hora, vou passar ali pela Rotunda Dr. Pedro Monjardino, vulgo Rotunda da Guia. O que dirão os jornalistas do fim do século XXI — que o antigo nome era Rotunda da Guia?

 

[Texto 4910]

Helder Guégués às 08:21 | comentar | ver comentários (2) | favorito
Etiquetas: ,