14
Ago 14

Sobre «forrobodó»

Outra vez

 

 

      «Entusiasta do teatro e da ópera, o conde de Farrobo era o programador cultural do Teatro de S. Carlos na segunda década do século XIX quando decidiu mandar edificar o Teatro Thalia [ou Teatro das Laranjeiras], na Avenida das Laranjeiras, em Lisboa. Ali gerou-se uma movida [sic] de artes e festas que deu origem ao termo forrobodó» («O Teatro Thalia volta às comédias depois de passar 150 anos fechado», Joana Emídio Marques, Diário de Notícias, 14.08.2014, p. 35).

    Já aqui falámos desta hipótese etimológica, que a mim não me convence nem um pouco. Mas cada um acredite no que quiser.

 

[Texto 4937]

Helder Guégués às 13:14 | comentar | favorito
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Ilhas Britânicas

Quase certo

 

 

      «Na pesca ao salmão ou na caça de faisões, [Harry Chapman Pincher] juntou-se a chefes de serviços secretos e a membros da nobreza inglesa para sacar alguns dos melhores scoops (exclusivos ou, na gíria dos jornais, cachas) da história do jornalismo das ilhas britânicas nos anos de 1950 e 1960» («O jornalista que apanhava espiões com bons almoços», Miguel Marujo, Diário de Notícias, 14.08.2014, p. 33).

    Com que então ilhas britânicas... Há muitas, caro Miguel Marujo. Pelo menos, ilhas Britânicas, mas eu escrevo sempre Ilhas Britânicas.

 

[Texto 4936]

Helder Guégués às 13:06 | comentar | favorito
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Léxico: «tubarão-baleia»

Nunca avistado

 

 

   «O tubarão-baleia (Rhincodon typus) é cada vez mais avistado no arquipélago dos Açores, o que pode dever-se às alterações climáticas e ao aumento da temperatura no Atlântico Norte Central, segundo um estudo de investigadores da universidade açoriana» («Tubarão-baleia é cada vez mais avistado nas águas dos Açores», Diário de Notícias, 14.08.2014, p. 23).

    Só não é avistado nos dicionários gerais da língua. Mas vamos estar atentos.

 

[Texto 4935]

Helder Guégués às 11:32 | comentar | ver comentários (2) | favorito
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Léxico: «borregar»

Ei-lo de novo

 

 

      «Segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), o piloto do avião contactou a torre de controlo do aeroporto de Guarujá, informando que ia começar a aproximação da pista, mas logo depois avisou que, por causa do mau tempo, não conseguia ver a pista e borregou (ou seja, desistiu do procedimento de aterragem)» («Morte de Eduardo Campos baralha contas das presidenciais», Ana Meireles, Diário de Notícias, 14.08.2014, p. 19).

    Já tínhamos visto, vai para sete anos, o verbo borregar no Assim Mesmo.

 

[Texto 4934]

Helder Guégués às 11:01 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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Ainda era «leader»

Desde então, sempre a descambar

 

 

   «Marcelo Caetano, decididamente, não tinha mostrado a habilidade política de Salazar: a sua manifesta incapacidade para se tornar um leader político, peses embora aos esforços no sentido de impor o seu rosto e o seu sorriso, a incapacidade manifestada para asegurar a chefia do poder e lhe dar “um sentido”, mesmo a incapacidade para fazer frente a situações por ele mesmo criadas […]» (Do Estado Novo à Segunda República: Crónica Política de um Tempo Português, José António Saraiva. Amadora: Livraria Bertrand, 1974, p. 19).

 

[Texto 4933]

Helder Guégués às 09:47 | comentar | favorito
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14
Ago 14

«Resvés Campo de Ourique»

De arrepiar

 

 

    «Há uns tempos, o meu amigo Tiago Cavaco contou-me a estória do dia em que colocou os seus quatro filhos num cenário rés-vés-Campo-de-Ourique com a morte» («Confrontar os miúdos com a morte», Henrique Raposo, Expresso Diário, 13.08.2014).

    Só a última: é resvés Campo de Ourique. José Pedro Machado anota-o em forma paralelística, como provérbio, a meu ver, mal: «Resvés, Campo de Ourique».

 

[Texto 4932]

Helder Guégués às 08:35 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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