18
Ago 14

Léxico: «ferragial»

Onde há ferrã

 

 

      «Um antes difícil de imaginar, entre a lezíria e o ferragial, o pomar, a vinha e a pesca à linha. Um antes em que os lugares tinham nomes estranhos: Giz, Brescos, Cebolas, Deixa-o-Resto, Azelhal» («Cidade à medida dos grandes sonhos de um país pequeno», Raquel Ribeiro, «2»/Público, 17.08.2014, p. 10). Ou ferregial, é o campo cultivado com plantas ou erva para alimentação do gado.

 

[Texto 4960]

Helder Guégués às 20:43 | comentar | favorito
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«Antigás/antigásico»

Mas podem escolher

 

 

   «As centenas de fotografias realizadas por Garcez mostram tudo menos a morte (ou as da morte foram feitas e não se sabe do seu paradeiro): os treinos com a máscara antigás a que as novas tecnologias de guerra obrigavam; os acampamentos provisórios, onde a logística do quotidiano se tivera de reinventar em espaços inóspitos; os momentos de espera entre batalhas, em que se partilhavam cigarros e conversas; o transporte, o movimento entre diversas frentes; os encontros oficiais entre o exército português e o inglês; uma igreja na Flandres arruinada por um bombardeamento; as crianças locais a brincarem entre escombros; os vários momentos da visita do Presidente Bernardino Machado à frente de [sic] batalha, como aquela onde visita um ferido no hospital militar; os repórteres de guerra a escrevinhar desconfortavelmente deitados no chão» («Pela primeira vez todos fotografaram a guerra», Filipa Lowndes Vicente, «I Guerra Mundial»/Público, 18.08.2014, p. 18).

   Para evitar confusões, talvez seja preferível «antigásico». O Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora regista ambos, antigás e antigásico.

 

[Texto 4959]

Helder Guégués às 18:19 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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Como se escreve nos jornais

A isto chegámos

 

 

    «Em bom rigor, estes dois livros colocam uma questão fundamental que nunca é inteiramente articulada: por que motivo nem a esquerda de Paine nem a (discutível) direita de Burke eram colectivistas ou autoritárias, diferentemente do que aconteceu com outras variedades na Europa continental?» («Sobre as origens da direita e esquerda democráticas», João Carlos Espada, Público, 18.08.2014, p. 18).

 

[Texto 4958]

Helder Guégués às 18:17 | comentar | ver comentários (1) | favorito

«Wikipédia»

Ainda bem que não sou sueco

 

 

   «O sueco Sverker Johansson, 54 anos, é detentor de um peculiar recorde. Só à sua conta, elaborou 2,7 milhões de entradas para a Wikipédia do seu país, que é atualmente a segunda mais extensa, depois da de língua inglesa. Além da colaboração da mulher, Sverker Johansson conta com a ajuda de um programa informático para escrever esta enciclopédia online» («Sueco é campeão na Wikipédia», Diário de Notícias, 18.08.2014, p. 21).

 

[Texto 4957]

Helder Guégués às 17:26 | comentar | favorito
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«Homem-forte»

Não é tudo o mesmo

 

 

   «Um primeiro-ministro decidido a acabar com a falta de casas de banho, revoltado com a vaga de violações e indignado com os abortos que fazem nascer cada vez menos meninas. Existe e chama-se Narendra Modi, desde maio o homem-forte da Índia, eleito com tanto entusiasmo que teve maioria absoluta, algo que não era visto na maior democracia do mundo desde 1984. E, note-se, Rajiv Gandhi contou então com a emoção pela morte da mãe, a primeira-ministra Indira» («Político com coragem para falar de sanitas», Leonídio Paulo Ferreira, Diário de Notícias, 18.08.2014, p. 7).

   É, como já temos visto (e esta fui eu que a sugeri ao Departamento de Dicionários da Porto Editora), como mãos largas/mãos-largas, braço direito/braço-direito, entre outras.

 

[Texto 4956]

Helder Guégués às 11:00 | comentar | favorito
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18
Ago 14

A imprensa sem GPS

Auto-retratos com camelos

 

 

      Ontem fui aos Arabian Days, em Sintra. Recordemos: no Diário de Notícias, dizia-se que era no «Largo de São Pedro, em Sintra»; no Público, quase irmão gémeo, que era no «Largo de São Pedro (Sintra)»; no Observador, que era no «Largo São Pedro de Penaferrim, Sintra». Morno, morno. Não nos podemos fiar. Era na Praça D. Fernando II, na freguesia de São Pedro de Penaferrim.

      Arabian Days... Havia espanhóis por todo o lado, e por isso para o ano podem chamar-lhes Días de Arábia. Vi muita gente a querer fazer auto-retratos (!) com um camelo. Eles lá sabem. Ia dizer que eram selfies, mas se calhar têm outro nome qualquer, tal é a variedade: beardie, hairfie, welfie, feetfie, belfie, beachfie, shelfie, dronie...

 

[Texto 4955] 

Helder Guégués às 09:04 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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