Tradução: «bizcochero»

Não é o mesmo

 

 

  «Cabello observa que até agora só se sabia da existência de três mulheres com as quais Cervantes tinha tido ligações relevantes: Ana Franca de Rojas, de quem teve uma filha, Catalina de Salazar y Palacios, com quem se casou em 1584, e Jerónima Alarcón, a quem o romancista serviu de fiador em 1589. De Magdalena Enríquez sabe-se apenas que era natural de Sevilha e que confeccionava uns biscoitos especialmente duráveis que eram usados para abastecer os navios que zarpavam para a América» («A doceira sevilhana que recebia o salário de Cervantes», Luís Miguel Queirós, Público, 21.08.2014, p. 23).

   São os nossos conhecidos biscoitos de bordo, de mar ou de navio (hardtack, ship’s biscuit ou pilot biscuit, em inglês, mas que recentemente vi traduzido (!) por «acepipe» e «bolacha»). Magdalena Enríquez era, pois, biscoiteira (bizcochera, é o que se lê na imprensa espanhola) e não, como se lê no título deste artigo do Público, doceira.

 

[Texto 4980]

Helder Guégués às 05:45 | comentar | favorito
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