03
Set 14

Outras confusões

A ignorância em férias

 

 

      Capela dos Ossos, Évora, no passado sábado. Avó, filha e neto entram juntamente com muitos turistas estrangeiros. A mãe quis elucidar o filho, que tinha a boca escancaradíssima de espanto (e terror?): «Vê ali, um cadáver.» Não sei porquê, mas todo eu ardi na ânsia de lhe pespegar uma bofetada monumental, mas não quis ser preso por tão pouco. Pois claro.

 

[Texto 5012]

Helder Guégués às 16:09 | comentar | favorito
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Tradução: «proof of concept»

Outros dirão que é intraduzível

 

 

   «No último sábado, a HackApp, que cria ferramentas de segurança online, divulgou uma prova de conceito para explorar uma falha no iCloud que levou o serviço a ser alvo de várias tentativas de acesso a passwords sem que tivesse ocorrido qualquer bloqueio. Um dia depois, a HackApp confirmava que a sua prova de conceito já não funcionava, o que sugeria que a Apple já teria resolvido a questão, indica o site ZDNet» («Apple em silêncio após falha que permitiu acesso a fotos de celebridades», Cláudia Bancaleiro, Público, 3.09.2014, p. 21).

 

[Texto 5011]

Helder Guégués às 10:28 | comentar | ver comentários (2) | favorito
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«Shell shock»

Nervos desfeitos

 

      «A justiça militar inglesa, referida pelo capitão Raul Roque, foi de facto mais severa do que a portuguesa durante a I Guerra Mundial, com destaque para o ciclo inicial do conflito. Estima-se tenham sido executados 306 combatentes (outros 750 mil morreram em combate). Aqui, verificaram-se vários casos, incluindo acusações de “cobardia” que levaram à morte de 18 homens, numa altura em que o conceito de shell shock (“nervos desfeitos” pelo efeito da guerra, numa tradução à letra) não era tido em conta pelos superiores militares» («Quando a justiça militar mandou fuzilar o soldado João de Almeida», Luís Villalobos, «I Guerra Mundial»/Público, 3.09.2014, p. 7).

 

[Texto 5010]

Helder Guégués às 10:18 | comentar | ver comentários (3) | favorito
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03
Set 14

Léxico: «zebro»

Não são cavalos nem bois

 

 

   «Em 1973, um ano antes da Revolução de Abril, a Marinha portuguesa tinha nos teatros de operações africanos 137 embarcações: 17 navios-patrulha, 43 lanchas de fiscalização e 83 lanchas de desembarque, além de um número considerável de zebros» («Os rios da guerra», Ricardo Marques, «Atual»/Expresso, 2.08.2014, p. 43).

    No início, eram embarcações da marca Zebro; depois, por derivação imprópria, passou a ser substantivo comum, zebro. Não está nos dicionários.

 

[Texto 5009]

Helder Guégués às 09:34 | comentar | ver comentários (2) | favorito
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