18
Set 14

Léxico: «orogenital/bucogenital»

Não pode ser

 

 

   Está bem, os dicionários não a registam, mas só pode escrever-se orogenital, sem hífen. À semelhança, por exemplo, de «orofaringe». Registam «urogenital», que é outra coisa. Como também não registam bucogenital. Só o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa regista ambos.

 

[Texto 5060]

Helder Guégués às 21:53 | comentar | favorito

Tradução: «grain de beauté»

Assim é fácil traduzir

 

 

      Quando é que os nossos tradutores aprendem que a expressão francesa grain de beauté não se traduz — repito e sublinho, não se traduz — por «grão de beleza», mas por «sinal», «lunar»? Quando? E até está no Dicionário de Francês-Português da Porto Editora, mas nem assim.

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[Texto 5059]

Helder Guégués às 14:34 | comentar | ver comentários (3) | favorito

«Fibrilhação/fibrilação»

Antes o contrário

 

 

      «Chama-se fibrilhação auricular e é a arritmia cardíaca mais comum, levando o coração a bater de forma descoordenada. Além do nome difícil, esta doença traz com ela mais complicações: quase 4% de todas as mortes em Portugal já se devem a esta patologia, em 14% dos casos as pessoas acabam por ter um acidente vascular cerebral (AVC) e nos casos mortais dos AVC causados por “entupimento”, os mais comuns, 35% das vítimas tinham fibrilhação auricular. A tudo isto ainda é preciso somar os custos directos para o sistema de saúde de 115 milhões de euros — aos quais é necessário juntar mais 25 milhões de euros por absentismo e reformas antecipadas» («Fibrilhação auricular causa 35% das mortes pelo AVC mais comum no país», Romana Borja-Santos, Público, 18.09.2014, p. 14).

      O Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora deixou de fora esta variante, muito mais portuguesa, e regista apenas «fibrilação», quase francesa (fibrillation). 

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[Texto 5058] 

Helder Guégués às 10:57 | comentar | ver comentários (2) | favorito
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Caos ou pandemónio

Alice no País das Maravilhas

 

 

      «Para a secretária-geral da Associação Sindical de Juízes Portugueses, Maria José Costeira, a governante continua mal informada, já que “os tribunais de primeira instância continuam bloqueados”. Também o presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais, Fernando Jorge, pensa que as palavras de Paula Teixeira da Cruz estão desfasadas da realidade. “Isto é surreal, é a Alice no País das Maravilhas. A ministra não gosta da palavra ‘caos’? Posso trocá-la por ‘pandemónio’. Se tivesse visitado os tribunais, já não dizia estas tontices.”» («Ministra pede desculpa, mas não dá data para tribunais normalizarem», Ana Henriques, Público, 18.09.2014, p. 10).

 

[Texto 5057] 

Helder Guégués às 09:53 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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18
Set 14

Sobre «pedestre»

Se for no Brasil

 

 

      «Num passeio de uma zona turística da cidade [de Chongqing, China] foi criado um corredor dividido em duas linhas. Ao longo de cerca de 50 metros os pedestres podem escolher entre a linha para quem quer andar e a destinada a quem fala ou escreve ao telemóvel. O corredor é semelhante aos criados para os ciclistas e está dividido entre “Telemóveis não” e qualquer coisa como “Telemóveis, ande por sua conta e risco”» («Cidade chinesa cria corredor para quem quer andar e falar ao telemóvel», Público, 18.09.2014, p. 56).

      Se cá se fizer o mesmo, vão chamar-lhe «televia». Mas claro que é para peões e não para pedestres.

 

[Texto 5056]

Helder Guégués às 09:52 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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