Era lesma-do-mar

Só há com concha, testacelas

 

 

    «Basta explorar o exterior do “Oliveira e Carmo” para encontrar inquilinos. Um polvo escondido numa caixa, com os olhos curiosos à espreita, outro encaixado numa prateleira, cabozes a passear no convés. No interior há sargos, safios e nudibrânquios (lesmas do mar)» («Polvos, safios e bogas vivem em paz a bordo de quatro navios de guerra», Marisa Soares, Público, 20.09.2014, p. 20).

    Ia jurar que no Público sempre se escreveu com hífenes: «Como um vampiro, faz um pequeno furo na alga. Depois, suga-lhe todo o conteúdo celular e passa a comportar-se como uma planta, usando a luz solar para produzir parte do seu alimento. Só que não é uma planta, nem lá perto – é uma lesma-do-mar» («Esta lesma-do-mar é movida a energia solar», Teresa Firmino, «P2»/Público, 25.10.2010, p. 7).

     No Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora, só encontramos lesmas, não lesmas-do-mar, embora registe lesma-de-conchinha, ou testacela.

 

[Texto 5063]

Helder Guégués às 10:10 | comentar | favorito
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