08
Out 14

«Feijão-frade-de-cara-verde»

Pode ser com caras de bacalhau

 

      Não sabia que o único sítio onde se cultiva feijão-frade-de-cara-verde é na Lardosa, concelho de Castelo Branco, e não será apenas porque habitualmente passo por lá a 190 km/h. Agora os produtores querem que este feijão seja certificado. Entretanto, vai nascer a Confraria do Feijão-Frade, e desde já afirmo que aceito que me entronizem.

 

[Texto 5132]

Helder Guégués às 23:31 | comentar | favorito
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Léxico: «nacional-cançonetismo»

Esquecem tudo

 

      E já que falei no Estorvo, lembrei-me também que o termo «nacional-cançonetismo», que não está em todos os dicionários, apareceu pela primeira vez num artigo assinado por João Paulo Guerra no suplemento a «Mosca», do Diário de Lisboa, em 1969.

 

[Texto 5132]

Helder Guégués às 23:17 | comentar | favorito
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Alcunhas

Está bem visto

 

      Já sabia que o trio coimbrão era composto pelo Saia, o Bissaia e o Sem Saia, o que não sabia — juro! — era que ao arqui-inimigo, único que conheci e a quem fui apresentado, a burguesia chamava Cavalo Branco.

 

[Texto 5131]

Helder Guégués às 22:33 | comentar | favorito
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Léxico: «arrogo»

Não acaba

 

      Outra desaparecida ou mal dicionarizada (ah, sim): «As funções de camarero ele as menciona, mas é bem possível que obedeça à mesma norma de exactitude que, noutros arrogos de chibança e prosápia, lhe havia de sair cara» (No Cavalo de Pau com Sancho Pança, Aquilino Ribeiro. Lisboa: Livraria Bertrand, 1960, p. 29).

 

[Texto 5130]

Helder Guégués às 21:13 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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Aplicações e implicações

Que decorre

 

    Duas das melhores aplicações, e logo ambas gratuitas, que conheci e experimentei nos últimos tempos: Send Anywhere e Fing. Ia dizer mais, mas este blogue não é sobre informática, técnica ou tecnologia. Não estamos cá para isso.

   Sobre as nossas coisas: informei a secretária da directora de que se pode dizer «no decorrente ano lectivo», porque ela tinha corrigido a colega. «Sendo assim», concluiu humildemente, «mais valia estar calada.»

 

[Texto 5129]

Helder Guégués às 21:06 | comentar | favorito
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Tradução: «diffuse axonal injury»

Mal da cabeça

 

   «O piloto francês de Fórmula 1 Jules Bianchi sofreu uma “lesão axonal difusa”, uma das formas mais graves de traumatismo cerebral, em consequência do acidente sofrido durante a corrida de domingo, no Japão, anunciou ontem a equipa Marussia» («Bianchi sofreu uma das formas piores de lesões cerebrais», Público, 7.10.2014, p. 42).

      É o que se lê em toda a imprensa. Traduzido de diffuse axonal injury, não podia sair algo muito diferente. Mas vejamos. Relativo a «eixo» (axónio) não temos axóide? Então... Mas também temos axial, até mais próximo de «axonal». Então... Seja lesão axial difusa. «Axonal» é que não é nosso. (E o título? Obra-prima.)

 

[Texto 5128]

Helder Guégués às 11:36 | comentar | ver comentários (4) | favorito
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08
Out 14

«Tropelão» por «tropeção»

Sem filtros

 

      Parte da imprensa cita hoje o presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais, que alertou que o sistema Citius está a funcionar com «dificuldades» e aos «tropelões» em metade das comarcas. Mas o adjectivo «tropelão» é um brasileirismo que designa o cavalo que tropeça muito. Como a imprensa e a justiça.

 

[Texto 5127]

Helder Guégués às 10:09 | comentar | ver comentários (1) | favorito