12
Out 14

«Os Rothschilds», pois claro

Já podem emparceirar com os Maias

 

      «Se continuássemos no Estado, não parávamos. Felizmente que o sector privado não nos priva de escândalos. A falência do Banco Espírito Santo (ou de um bocado dele), que prejudicou ou liquidou a vida a muitos milhares de ingénuos, não nos recusou
 o seu quotidiano fornecimento de angústia. O caso (mesmo na cabeça dos responsáveis) tomou as proporções da queda dos Rothschilds» («Desgraças, para variar...», Vasco Pulido Valente, Público, 12.10.2014, p. 56).

      A dificuldade de alguns — e disso me dão conta — é se o apelido já têm s. Ui, ui, grande dificuldade: João Martins, dos conhecidos Martins; Luís Lopes, dos Lopes; etc. Talvez quisessem que se escrevesse «Martinses» ou «Lopeses». A objecção de outros é o apelido no plural soar a qualquer coisa de comum. Santinhos, se são nomes derivados de nomes comuns, que querem? Os Pereiras, e há pereiras; os Soutos, e há soutos; os Silvas, e há silvas; os Ganhos, e há ganhos; os Pontes, e há pontes, etc. Não chega a ser uma objecção séria — é uma tontice embrulhada em presunção.

 

[Texto 5142]

Helder Guégués às 13:57 | comentar | ver comentários (7) | favorito
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«Jihadista/jiadista»

Nem nos dicionários está

 

      «Do coordenador do Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, José Mário Costa, recebi e aqui dou conta do seguinte reparo e sugestão: “Uma sugestão, se me permitem, para uma ‘recomendação’ a quem escreve (e edita) no PÚBLICO: não tem qualquer sentido a grafia ‘jihadista’. pela simples razão de que, no português, não há palavras com o “h” entre vogais. Se a palavra entrou na língua portuguesa, então, tem de assumir a (lógica) feição portuguesa: jiadista – tal como jiade, de onde se formou, e bem, o substantivo jiadista.

      Essa é a regra para todos os aportuguesamentos de estrangeirismos entrados pelo uso na nossa língua. Desde os galicismos de outros tempos (bibelot/ bibelô, bicyclette/bicicleta, dossier/dossiê) até aos anglicismos mais ou menos recentes (football/futebol, dandy/dandi, whisky/uísque, coppydesk/copidesque), etc., etc., etc.. [sic]

      No Ciberdúvidas, o reparo já foi feito [aqui], mas como caiu em saco roto. O desleixo é verdade que anda generalizado nos media portugueses 
– sempre pouco sensíveis a estas coisas da língua... que não seja o ruído à volta do Acordo Ortográfico –, mas, que diabo!, até no PÚBLICO se aceitam já estas anomalias linguísticas!?...”» («Correio dos leitores», José Manuel Paquete de Oliveira, Público, 12.10.2014, p. 55).

 

[Texto 5141]

Helder Guégués às 13:20 | comentar | ver comentários (1) | favorito
12
Out 14

Escrever ou morrer

Com ele não deu resultado

 

    «[David] Nicholls sempre planeou os seus romances com antecedência, sempre teve uma estrutura prévia à escrita, mas, desta vez, achou que devia improvisar mais. Durante a fase de desespero – quando não conseguia avançar – falaram-lhe de um programa de software chamado Write or Die (http://writeordie.com), escrever ou morrer, que tem como objectivo obrigar a pessoa a escrever constantemente: com uma pausa demasiado longa o programa começa a apagar o que já está escrito e não há maneira de o recuperar. “O que esse software faz é impedir que se atenda o telefone, que se perca tempo a ir ao Facebook. Na realidade serve para acabar com distracções. Sentimos que temos uma arma apontada à cabeça”, explicou» («Escrever ou morrer, a pressão sobre um escritor depois de um sucesso», Isabel Coutinho, Público, 12.10.2014, p. 34).

 

[Texto 5140]

Helder Guégués às 12:52 | comentar | favorito
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