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Out 14

«Exoesqueleto/exosqueleto»

Mais um lindo par

 

      «Um bom exemplo até estava em campo: uma tecnologia criada pelo neurocientista Miguel Nicolelis permitiu a um paraplégico dar o pontapé de saída do Mundial. Tudo graças a um exoesqueleto (ou seja, um esqueleto externo), uma estrutura metálica que 
recebe as “ordens” do cérebro do paciente e as transforma nos movimentos desejados» («Mundial ou festinha de infantário?», Andréia Azevedo Soares, Público, 14.06.2014, p. 8).

      Era esta variante que até há dias não estava no Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora, onde agora, depois da minha sugestão, já a podemos encontrar.

 

[Texto 5150]

Helder Guégués às 20:16 | comentar | favorito

Sobre «núcleo duro»

Para que se saiba

 

     «Os ruralistas da Frente Parlamentar da Agropecuária [FPA], que nesta legislatura travaram a discussão do código florestal, também aumentaram o seu núcleo duro para 70 deputados, com outros 200 eleitos comprometidos com as suas causas – que passam pela oposição à demarcação de novas zonas indígenas e ao combate ao trabalho escravo» («Eleições expõem a guinada conservadora da sociedade brasileira», Rita Siza, Público, 13.10.2014, pp. 26-27).

      As palavras são portuguesas, mas o conceito e a origem são ingleses: hard core, «a militant or fiercely loyal faction».

 

[Texto 5149]

Helder Guégués às 20:12 | comentar | favorito
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Léxico: «petersburguês»

Desconhecida de alguns

 

  «Existe qualquer coisa de inefavelmente comovente na nossa paisagem petersburguesa quando, ao chegar a primavera, ela mostra de repente toda a sua pujança, todas as forças que o céu lhe concedeu, cobrindo-se de viçosa verdura, engalanado-se de flores de mil matizes...» (Noites Brancas, Fiódor Dostoiévski. Tradução do francês de Maria João Lourenço. Lisboa: Clube do Autor, 2013, p. 28).

 

[Texto 5148]

Helder Guégués às 14:46 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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Out 14

Léxico: «voltamperometria»

Desconhecida dos dicionários

 

      «O que estes cientistas agora fizeram foi utilizar a voltamperometria para medir a proporção de dois produtos da corrosão do cobre. Acontece que, quando os objectos que contêm cobre são expostos ao ar, a sua superfície se cobre naturalmente de cuprite (dióxido de cobre). E, à medida que o tempo passa, essa camada é convertida lentamente noutros produtos de corrosão — e em particular em tenorite (óxido de cobre)» («Técnica electroquímica permite datar objectos antigos de cobre e bronze», Ana Gerschenfeld, Público, 14.10.2014, p. 31).

 

[Texto 5147]

Helder Guégués às 08:25 | comentar | ver comentários (5) | favorito
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