31
Out 14

É melhor não contar com isso

Não se pode

 

      «Anne Claire e Vincent já tinham estado em Lisboa “há cerca de 10 anos”. E as saudades dessa visita foram suficientemente fortes para os trazerem de volta. Desta vez em família, com os quatro filhos. “Queríamos mostrar-lhes a cidade”, conta a mãe que, de uma viagem para a outra, notou uma cidade mais preparada para os acolher: “Reparámos que havia muito mais ofertas de alojamento, não só em hotéis como em apartamentos. E há muitas coisas para os turistas alugarem, como bicicletas e as tuk tuk.”» («Turistas estrangeiros já preferem Lisboa ao Algarve para as férias», Pedro Sousa Tavares, Diário de Notícias, 31.10.2014, p. 20).

   Como é que se pode ter esperança de que algum dia os jornalistas escrevam «tuque-tuque», se nem sequer respeitam géneros nem ortografia? O Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora, como já vimos, regista a grafia «tuk-tuk», e o vocábulo é do género masculino.

 

[Texto 5210]

 

Helder Guégués às 18:19 | comentar | favorito
Etiquetas: ,

Léxico: «passa-palavra»

Não é desta, já sei

 

     «Um estatuto que foi ganhando através da notoriedade de grandes eventos internacionais – desde a Expo’ 98 ao Euro 2004, passando pela recente final da Liga dos Campeões – da oferta de espetáculos, principalmente os festivais de verão, mas sobretudo, diz ao DN João Cotrim de Figueiredo, presidente do Turismo de Portugal, através do passa a palavra entre os visitantes e das referências positivas em publicações e sites especializados» («Turistas estrangeiros já preferem Lisboa ao Algarve para as férias», Pedro Sousa Tavares, Diário de Notícias, 31.10.2014, p. 20).

    Não tínhamos já visto que se escreve «passa-palavra»? Já, mas que querem?  

 

[Texto 5209]

Helder Guégués às 18:08 | comentar | ver comentários (2) | favorito
Etiquetas:
31
Out 14

Sobre «mestra»

Vai-se vendo

 

    «A historiadora Dalila Cabrita Mateus (1952-2014), autora, entre outras obras, do polémico Purga em Angola, morreu ontem em Lisboa. Nascida em Viana do Castelo, era mestra em História Social Contemporânea e doutora em História Moderna e Contemporânea. Escreveu vários livros com o marido, o também historiador Álvaro Mateus, antigo chefe da escola de quadros do PCP que foi o único jornalista português a visitar as regiões libertadas da Guiné-Bissau durante a guerra colonial e que morreu no ano passado» («Morreu a historiadora Dalila Cabrita Mateus», Público, 31.10.2014, p. 60).

 

[Texto 5208]

Helder Guégués às 18:06 | comentar | favorito
Etiquetas: