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Linguagista

É o «Telejornal»

O melhor é não ver televisão

 

      «O resto do noticiário a RTP preenche com reportagens
 de “interesse humano”. Por exemplo, a do faroleiro ou a do pastor que trabalham sozinhos, a do último julgamento ou a da última proeza da PSP. Portugal, consta por aí, devia defender a língua portuguesa. Mas, preocupada com o faroleiro
 e com o pastor, a RTP ignora
 a gramática, principalmente
 no capítulo das preposições,
 que fazem muita confusão: a diferença entre “sob” e “sobre” ainda não lhe entrou na cabeça. 
E as legendas, quando existem legendas, revelam que naquele antro o inglês é uma língua exótica. Em contrapartida,
 os comentadores, porque são baratos, opinam sobre o que lhes passa pela cabeça, na maior parte das vezes sem competência e sem imaginação. O dr. Passos Coelho continua apaixonado por aquela direcção. Amores fatais» («Amores fatais», Vasco Pulido Valente, Público, 2.11.2014, p. 56).

 

[Texto 5214]