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Linguagista

Juízes, magistrados e confusões

Deplorável

 

      Isto de uma parte da imprensa afirmar que Timor-Leste expulsou «juízes e magistrado» portugueses, outra parte que o «Governo “deplora” expulsão de juízes portugueses de Timor-Leste» e ainda outra que foram expulsos «seis magistrados» há-de fazer alguma confusão aos leitores e ouvintes desprevenidos. Para nosso relativo descanso, quanto ao oficial da PSP não podem divergir.

 

[Texto 5217]

Ortografia: «cardeal-patriarca»

Não foi ontem

 

  Uma palavra composta que anda normalmente por aí descomposta é cardeal-patriarca, que alguns nunca se lembram de ter visto com hífen, e por isso pensam que foi tudo inventado recentemente. Tenho à minha frente o opúsculo Eu e o Clero, de Alexandre Herculano, que tem como subtítulo «Carta ao Em.mo Cardeal-Patriarcha». É uma edição da Imprensa Nacional, datada de MDCCCL (vá, tentem relembrar-se da numeração romana).

 

[Texto 5216]

Léxico: «eusquera»

Uma longa tradição

 

  «A cidade tem cerca de 300 mil habitantes (600 mil na área metropolitana) e a sua identidade era um rio que atravessava várias realidades: a tradição industrial da siderurgia e da construção naval, a gastronomia rica, o euskera (a língua basca), as lutas autonómicas e os atentados» («O Guggenheim tornou uma Bilbau cinzenta numa cidade a cores», Joana Amaral Cardoso, Público, 3.11.2014, p. 28).

   Já faz parte da «tradição»: a tradição da subserviência e do desleixo. Até os Espanhóis escrevem eusquera, mas os jornalistas portugueses acham que euskera, em itálico, é que fica bem. Está a par da Guardia Civil.

 

[Texto 5215]