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Linguagista

Suinização da língua

Oinc, oinc, um, um

 

     «Não sou uma prostituta», diz outra personagem. Mas é porca, dizemos nós, porque a suinização da língua é mais um vício, entre tantos, da língua. Digamos nós com Feliciano de Castilho: «O que isto significa é um desprezo da língua; é uma incorrecção pouco decente; é um galicismo de légua e meia.»

 

[Texto 5270]

Variar, mas...

... com cuidado

 

      «“Quando as pessoas dizem ‘Não tenho nada a esconder, por que é que hei-de preocupar-me com isso?’, a vossa resposta deve ser: o que há de errado contigo que não tens nada a esconder? Deves ser uma pessoa incrivelmente aborrecida. Por favor, vai já procurar qualquer coisa que tenhas de esconder.” A congregação riu-se. E fez perguntas» («Em directo para o Estoril, a missa de domingo de Julian Assange», Kathleen Gomes, Público, 17.11.2014, p. 29).

      De «público» passaram para «audiência» e agora lançam mão do mais religioso «congregação». Ficamos à espera de mais evoluções.

 

[Texto 5268]

Léxico: «furto formigueiro»

Esta sobreviveu

 

      «Os juízes da Relação explicam que este preceito refere o chamado “furto formigueiro”, que ocorre quando se verificam duas condições: a primeira que a coisa seja de valor diminuto, a segunda de que a mesma seja destinada a utilização imediata e indispensável à satisfação de uma necessidade do agente» («Militar da GNR condenado por balear e agredir cadela», Jorge Talixa, Público, 17.11.2014, p. 15).

    Furto formigueiro já está registado no dicionário de Morais e está previsto no art. 207.º, b), do Código Penal. No Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora é que ainda não foi acolhido.

 

[Texto 5267]